Memória A um tempo em que vozeirão, a voz bem empostada, dava as cartas, ninguém queria ser repórter de rádio

MEMÓRIA NO RÁDIO - 1
Semana Milton Parron. Que delícia.
Marcia Cristina Russi - Santo André
MEMÓRIA NO RÁDIO - 2
Escuto boa parte das histórias deliciosas do Milton Parron, desde a Jovem Pan. Ele é ‘fera’ no que faz.
Elexina D’Angelo - São Bernardo
MEMÓRIA NO RÁDIO - 3
Milton Parron. Lenda viva. Grande corintiano.
José Carlos Soares de Oliveira -São Bernardo
Nem o grande Reali Junior, que depois se destacaria como correspondente na Europa, queria ser repórter, muito menos dar plantão. Todos almejavam atuar como locutores, mesmo que fosse locutor comercial, apresentador de programas, animador de auditório.
Milton Parron, jovem de tudo, adorava reportagem. Em 1962 estava efetivado na Rádio Record, “a maior”. Plantão esportivo, radioescuta na Pan, sempre no jornalismo.
Então veio a ordem, partida do chefe Fernando Vieira de Mello.
- Bota esse menino na reportagem.
Cai um avião. Tudo muda Depoimento: Milton Parron Final de semana, as redações ficavam vazias. Não havia o chamado plantonista na área noticiosa. E foi num final de semana que um avião da Vasp aterrissou em Congonhas trazendo, entre os passageiros, a delegação do Santos, que havia jogado no Rio de Janeiro. Um problema no aparelho exigiu que a equipe de manutenção se mobilizasse. Era preciso por o avião no ar novamente para se descobrir o problema. O avião decolou com os mecânicos. O que era para ser uma experiência, virou tragédia. O avião caiu nas proximidades da USP, em cima de um sobrado. Morreram o piloto e toda equipe, mais duas pessoas que estavam no sobrado.
O acidente ocorreu perto da casa do diretor Vieira de Mello e nada da notícia ir ao ar.
- Cadê o Parron, cadê o Reale? Onde eles foram parar?
Imaginem: não havia celular, apenas um aparelho chamado Bip. Na segunda-feira, veio a ordem:
- A partir do próximo final de semana quero plantonista na redação. Você, Parron, trabalha dois finais de semana seguidos; o Reali, um plantão. Ainda me atrevi a questionar: - Qual a razão? Dois plantões para mim, um para o Reali? - Razão? Eu estou mandando. Alguma dúvida? - Não, não senhor... A partir de então não sei quantos plantões eu fiz na vida. Nenhuma radio tinha esse tipo de plantão. Com a Pan, as demais estações, em especial as noticiosas, passaram a escalar plantões aos sábados, domingos e feriados. Eu cruzava com colegas, e era cobrado. Nilton Flora, da Bandeirante, dizia sempre: - Por tua culpa, Parron, nós estamos todos f... (impublicável). NOTA - Elpídio Reali Júnior (Bauru, 1941 – São Paulo, 2011). Um dos maiores correspondentes do Brasil no exterior. De Paris enviava notícias para a Jovem Pan e Estadão. Na Pan, se identificava: “Direto da Maison de la Radio”, trazendo um panorama da Europa e do mundo. NAS ONDAS DO RÁDIO As grandes manchetes. São Paulo, década de 50. Pega fogo o circo do Arrelia. Adhemar sobe em caminhão. Inaugurada a Via Anchieta. A trajetória do jornalismo da Rádio Bandeirantes tem sua imagem muito associada ao slogan “Titulares da Notícia” criado pelo saudoso Alexandre Kadunc no início dos anos 60. Porém, muito antes, a reportagem da PRH-9 já era respeitada tanto pela agilidade, quanto pela credibilidade. Nos arquivos do Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes. No Cedom estão arquivados momentos de grande repercussão registrados pelos repórteres da emissora em outros tempos. Alguns casos: O incêndio no Clube Elite 28 da Rua Florêncio de Abreu onde morreram cerca de 50 pessoas O incêndio do Circo Seyssel armado no Vale do Anhangabaú, sob o viaduto Santa Ifigênia. O sequestro do filho do conde Francisco Matarazzo. A inauguração da Via Anchieta. Os comícios históricos de Getúlio Vargas, Adhemar de Barros. Tudo isso foi registrado pelos microfones da Bandeirantes muito antes da criação dos “Titulares da Notícia”. E mais, muito mais. No programa Memória deste final de semana, algumas coberturas da Bandeirantes na década de 1950, de forte repercussão, serão reapresentadas. Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes, agora nos 107.3 e em todos os dispositivos da Internet. Amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast. MEMOFUT Mauá presente Ontem foi o aniversário de Daniel Alcarria, camisa 7 do Memofut. Mauá presente, terra do Daniel, que destaca alguns fatos marcantes da sua carreira nos últimos cinco anos: 1 - Lançamento do livro De Vila João Jorge a Juá: 70 anos de História no futebol de Mauá.
2 - Participação no livro Bola na Rede. A literatura em campo, onde destacou pioneiros da prática do futebol no Brasil, a partir do Grande ABC e com ênfase na importância de Paranapiacaba neste processo.
3 - Estudos para a realização de um festival esportivo em Paranapiacaba, com a implantação da Biblioteca Paschoalino Assumpção, que homenageará, além de Paschoalino, o presidente eterno do Memofut, Domingos D’Angelo.
4 - Lançamento de livro lembrando os 40 anos do primeiro grande título do Grêmio Mauaense, campeão da Terceira Divisão de Profissionais em 1985.
5 - E neste sábado, estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026, lançamento da exposição ‘Copa do Mundo, o futebol começa aqui”, às 10h, no Teatro Municipal de Mauá, trabalho conjunto com Cecilia Camargo e a colaboração de Luiz Romano, outro craque do Memofut.
Crédito da foto 1 – Projeto Memória
CAMISA 7. Ele coloca Mauá no mapa histórico do futebol brasileiro DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Domingo, 13 de junho de 1976 – nº 2775 MANCHETE – CNP (Conselho Nacional do Petróleo) tem plano para economizar gasolina. MEMÓRIA – Gosto de saudade no passado do Bairro Cerâmica, décima reportagem da série “A história dos bairros”. A bola na pirâmide 7 de junho A imponente e surpreendente "Pirâmide do Sol" em Teotihuacán, a "Cidade dos Deuses" a 50 quilômetros da Cidade do México, construída por uma civilização pré-hispânica que desapareceu há quase 1500 anos. Sérgio Paz Memofut Crédito da foto 2 – Sérgio Paz BICICLETA NÃO ENTRA. Proibida de entrar no sítio arqueológico, nossa bicicleta verde-amarela foi "representada" por sua buzina: a bolinha que aparece no centro da foto Santo Antonio 13 de junho Nasceu em Lisboa e faleceu em Pádua, em 13 de junho de 1231, aos 35 anos de idade.
Ilustração: Vatican News Imagem de Santo Antônio, da Escola Giottesca, Basílica de Pádua, Itália Arte: Paulo César Nunes PENSAMENTO “É viva a palavra quando são as obras que falam”.
Santo Antonio de Pádua Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, 2026


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