RJ

A polícia do Rio investiga a possibilidade de uma menina de cinco anos, que está internada em estado grave desde a semana passada, ter sido atendida por um falso médico no hospital RioMar, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.
Segundo o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), a suspeita surgiu depois de o médico - cujo nome e carimbo aparecem no terceiro prontuário de atendimento da criança - ter afirmado em depoimento que nunca trabalhou no RioMar. Exame grafotécnico verificará se a assinatura no prontuário foi feita por outra pessoa.
O pai da menina, o serventuário André Marins, contou que a filha foi levada três vezes ao hospital após apresentar convulsões. Na última, foi liberada ainda desacordada. O médico teria explicado que ela estava sedada.
Como a menina não acordou mais, o pai a levou em outra clínica. De lá, ela seguiu para o hospital Amiu, em Botafogo, onde está internada em coma profundo desde a semana passada.
A polícia também investiga se a menina sofreu maus tratos por apresentar hematomas pelo corpo e uma mancha nas nádegas, que pode ser uma queimadura térmica ou química que teria ocorrido nos últimos 30 a 45 dias.
Nesse período, a criança esteve com o pai, que nega qualquer agressão. O delegado diz, porém, que ainda é preciso esperar pelo laudo conclusivo do IML (Instituto Médico Legal).
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