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Paris torna-se vitrine da alta costura

Da AFP
05/07/2010 | 16:31
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O exclusivo e cada vez mais reduzido grupo de estilistas da alta-costura, que assinam criações que podem custar centenas de milhares de euros e exigir mil horas de trabalho manual, começaram nesta segunda-feira, em Paris, a apresentar suas coleções para o próximo outono-inverno (no Hemisfério Norte).

Como acontece há quatro anos, o brasileiro Gustavo Lins é o único latino-americano a se apresentar ao lado desta elite da moda.

O brasileiro, que já foi aprendiz nas 'maisons' francesas Luis Vuitton e Jean Paul Gaultier, assim como na japonesa Kenzo, disse à AFP que, para esta coleção, reduziu os custos mediante a "reciclagem" de tecidos e peles que possuía em seu ateliê.

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A casa Christian Dior desfila no Museu Rodin; Chanel escolheu como cenário o Grand Palais; Franck Sorbier se apresenta na casa de leilões Sotheby's. Durante três dias, este grupo de seletos criadores, que chegaram a ser mais de cem no pós-guerra, apresentam suas coleções de luxo às clientes mais ricas e à imprensa.

Os desfiles começaram na manhã desta segunda-feira com o francês Christian Josse, que apresentou 21 suntuosos vestidos, de cintura e busto acentuados e ombros destacados, em sedas, veludo, organza e musselina, em tons damasco, púrpura, cinza esfumaçado e preto.

Apesar dos bordados com muitas pedrarias, brocados e penas de avestruz, os vestidos pareciam, no entanto, deslizar pelo corpo.

"É uma coleção muito mais densa, rica e construída que as minhas coleções anteriores, mas sempre com a ideia da leveza", explicou Josse depois do desfile, realizado no Palácio de Tóquio, perto de Trocadero.

"Inspirei-me nos filmes de Luchino Visconti, para recriar uma silheta que evoca o luxo dos salões de 1900", disse.

Entre os membros "oficiais" da alta-costura, estão as grandes casas francesas Dior, Chanel, Givenchy e Jean Paul Gautier.




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