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Homenagens marcam dia em que Senna faria 50 anos

Das Agências
21/03/2010 | 07:56
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No GP de Bahrein, domingo, a data foi lembrada por profissionais da Fórmula 1 ou seus ex-parceiros, como Jo Ramirez, coordenador da equipe McLaren de 1983 a 2001. "Sim, Ayrton Senna faria 50 anos dia 21", disse, emocionado, o mexicano, técnico que acompanhou de perto toda a trajetória do piloto. Apesar de já terem se passado 16 anos da sua perda, os novos limites de pilotagem impostos por ele à F-1, capazes de lhe dar três campeonatos, e sua figura humana elevada o tornam tão vivo que hoje sua ausência física parece quase não ser percebida.

Para lembrar o aniversário do maior piloto do País, uma série de homenagens serão realizadas. No jogo entre Grêmio Prudente e Corinthians, a torcida Gaviões da Fiel irá abrir a enorme bandeira que foi pintada em Santo André. Além disso, os jogadores irão entrar em campo com uma faixa e levarão o capacete pintado especialmente para a ocasião por Syd Mosca.

Voltando à Fórmula 1 atual, Se Senna percorresse os boxes da etapa de abertura da temporada, no circuito de Sakhir, encontraria uma categoria bastante distinta da que deixou dia 1º de maio de 1994 (data em que sofreu o fatídico acidente no GP de San Marino e perdeu a vida.

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E compreenderia que foi sua súbita e inesperada saída de cena que apressou dramaticamente esse processo de mudanças. "Está muito mais segura, mais do que qualquer outra coisa, como mais rápida, por exemplo", diz Jackie Stewart, três vezes campeão do mundo também.

O doutor Sid Watkins, médico da F-1 de 1978 a 2004, classifica a passagem de Senna no GP de San Marino como um divisor da segurança. "Antes do acidente de Ayrton quase tudo o que se fazia era empírico, sem base científica", diz. "Depois, criamos um grupo com especialistas das várias áreas que compõem a segurança e nossas medidas são o resultado de muitos estudos e experimentações práticas em ensaios."

Para o presidente da FIA, Jean Todt, não é por acaso que os dois acidentes fatais no circuito Enzo e Dino Ferrari, em 1994, foram os últimos na Fórmula 1. "Max Mosley, meu predecessor, tem grande responsabilidade nisso", afirma. De fato, Mosley, que deixou a entidade ano passado, foi quem criou do grupo de segurança.




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