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Primeiro presidente negro do País

Filme Segurança Nacional, dirigido por Roberto
Carminatti, foi finalizado e deve estrear em janeiro



26/09/2009 | 07:00


Substitua o Air Force 1 pelo Aerolula, James Bond por Thiago Lacerda, a CIA pela Abin, o FBI pela PF, David Palmer, o presidente negro da série 24 Horas, por Milton Gonçalves, e pronto. Está completa a fórmula que inspirou o filme Segurança Nacional, que acaba de ser finalizado e deve estrear em janeiro.

Idealizado, dirigido, produzido e parcialmente patrocinado por Roberto Carminatti, um dos diretores da telenovela Caminho das Índias, o longa custou R$ 5 milhões.

As gravações começaram em 2006 e a estreia já deveria ter acontecido há tempos, mas Carminatti só conseguiu finalizar a obra depois de fechar uma cota de merchandising com a Petrobras e selar parceria com o produtor executivo Diogo Boni, filho de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho.

Na trama, rede internacional de narcotráfico ameaça a segurança da Amazônia. Para resolver o problema, o presidente da República (Milton Gonçalves) convoca a Abin, que escala para o caso o seu melhor agente (Thiago Lacerda).

Enquanto tenta cumprir sua missão, nosso herói descobre que a namorada (Viviane Victoretti) foi sequestrada pelos bandidos. Tudo isso regado a tiroteios, perseguições aéreas e terrestres e muitas explosões. A realização do filme só foi possível, diga-se, graças ao apoio entusiasmado das Forças Armadas, da Abin e, claro, do governo brasileiro.

Pudera. Não é exagero dizer que nunca antes na história do cinema do País um filme tratou tão bem dessas instituições, e vice-versa. Pela primeira vez, a presidência liberou o Aerolula para gravações internas e externas - a produção acompanhou um voo de treinamento.

"Não foi minha intenção fazer um filme chapa-branca. A gente vê o FBI resolvendo tudo, mas no Brasil também existe agente secreto e Forças Armadas. Ninguém diz que o (filme) Top Gun faz apologia ao governo americano ou o Apollo 13 à Nasa. Fiz um filme de herói, que resgata o patriotismo, homenageia a nossa bandeira e tem orgulho das nossas instituições", diz Carminatti.

As principais cenas de ação, especialmente as aéreas, foram produzidas durante treinos reais em uma aeronave de apoio. "Nunca tivemos um filme de ação tão complexo", afirma Diogo Boni. Justiça seja feita: Segurança Nacional foi gestado antes da eleição de Barack Obama e do megainvestimento de Lula nas Forças Armadas. Mas por uma coincidência esses dois episódios ajudarão na sua promoção.

"Quando Carminatti me convidou, eu nem sabia direito quem era o Obama. Sinto que nós fizemos história. O Roberto me disse que fez o roteiro pensando em mim. Foi uma honra muito grande", conta o presidente Milton Gonçalves. "Foi ótimo gravar no Palácio do Planalto e no avião presidencial. Tive a sensação de ser mesmo o presidente", brinca.

Na última hora a produção teve de atender a um último pedido da FAB: regravar as cenas externas do Aerolula, dessa vez usando a nova aeronave da presidência, o EMB -190, que nem o presidente de verdade experimentou.



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