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Drogas é preocupação para empresas


Emerson Coelho
Do Diário do Grande ABC

17/06/2009 | 07:00


Segundo especialistas cerca de 15% dos profissionais brasileiros são dependentes de drogas e álcool no trabalho. Para discutir o problema o Sest (Serviço Social do Transporte) e Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) de Santo André promovem hoje o seminário: O Desafio das Empresas: Álcool, Drogas e Trabalho.

A perda de produtividade é um dos principais problemas que envolvem um trabalhador dependente químico. De acordo com o Ministério do Trabalho esses profissionais faltam cerca de 26 dias por ano sem justificativa, o que representa três vezes mais que um funcionário comum. Os riscos de acidente de trabalho também são cinco vezes maiores nesses casos.

Para o psicólogo organizacional e consultor de recursos humanos, Alfredo Sant'Anna Rocha, um dos organizadores do seminário, a perda de produtividade de um trabalhador que consome álcool ou drogas é de cerca de 30%. "Em alguns setores como segurança pública (policiais), educação (professores), transporte (motoristas), portos (estivadores) e construção civil (pedreiros) o número de dependentes aumenta por causa da pressão psicológica e física inerentes a essas profissões", explica.

O evento, que é gratuito e direcionado aos empregadores, abordará a importância de as empresas identificarem o problema da dependência química em seus funcionários para que possam orientá-los e oferecer alternativas de tratamento.

Muitas empresas quando se deparam com o problema simplesmente demitem o funcionário. "Mas algumas corporações já trabalham com um grupo de profissionais formado por psicólogos, assistentes sociais e médicos do trabalho para prevenir uma doença que não tem cura, mas tem controle", salienta Rocha.

O consultor lembra que evitar o acesso dos funcionários à bebida em festas promovidas pelas empresas é uma das formas de prevenção. "É importante não disponibilizar o álcool para os funcionários nessas comemorações esporádicas ou de final de ano".

O alcoolismo é mundialmente considerado um problema de saúde pública, sendo a terceira causa de absenteísmo no trabalho e a oitava causa para a concessão de auxílio-doença pela Previdência Social no Brasil.

O seminário, com cinco palestras sobre o tema, começa às 8 horas no Sest/Senat de Santo André, que fica na Rua Vereador José Nanci, 300, Parque Jaçatuba, Santo André. O evento vai até as 17h30. Informações: 4977-9999 ou www.sestsenat.org.br.



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Drogas é preocupação para empresas

Emerson Coelho
Do Diário do Grande ABC

17/06/2009 | 07:00


Segundo especialistas cerca de 15% dos profissionais brasileiros são dependentes de drogas e álcool no trabalho. Para discutir o problema o Sest (Serviço Social do Transporte) e Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) de Santo André promovem hoje o seminário: O Desafio das Empresas: Álcool, Drogas e Trabalho.

A perda de produtividade é um dos principais problemas que envolvem um trabalhador dependente químico. De acordo com o Ministério do Trabalho esses profissionais faltam cerca de 26 dias por ano sem justificativa, o que representa três vezes mais que um funcionário comum. Os riscos de acidente de trabalho também são cinco vezes maiores nesses casos.

Para o psicólogo organizacional e consultor de recursos humanos, Alfredo Sant'Anna Rocha, um dos organizadores do seminário, a perda de produtividade de um trabalhador que consome álcool ou drogas é de cerca de 30%. "Em alguns setores como segurança pública (policiais), educação (professores), transporte (motoristas), portos (estivadores) e construção civil (pedreiros) o número de dependentes aumenta por causa da pressão psicológica e física inerentes a essas profissões", explica.

O evento, que é gratuito e direcionado aos empregadores, abordará a importância de as empresas identificarem o problema da dependência química em seus funcionários para que possam orientá-los e oferecer alternativas de tratamento.

Muitas empresas quando se deparam com o problema simplesmente demitem o funcionário. "Mas algumas corporações já trabalham com um grupo de profissionais formado por psicólogos, assistentes sociais e médicos do trabalho para prevenir uma doença que não tem cura, mas tem controle", salienta Rocha.

O consultor lembra que evitar o acesso dos funcionários à bebida em festas promovidas pelas empresas é uma das formas de prevenção. "É importante não disponibilizar o álcool para os funcionários nessas comemorações esporádicas ou de final de ano".

O alcoolismo é mundialmente considerado um problema de saúde pública, sendo a terceira causa de absenteísmo no trabalho e a oitava causa para a concessão de auxílio-doença pela Previdência Social no Brasil.

O seminário, com cinco palestras sobre o tema, começa às 8 horas no Sest/Senat de Santo André, que fica na Rua Vereador José Nanci, 300, Parque Jaçatuba, Santo André. O evento vai até as 17h30. Informações: 4977-9999 ou www.sestsenat.org.br.

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