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Marcelo Nova imprevisível


Do Diário do Grande ABC

22/05/2009 | 07:00


Sinônimo de autenticidade e irreverência no rock brasileiro, o cantor e compositor baiano Marcelo Nova não definiu o repertório da apresentação que realiza hoje, às 21h, no Teatro do Sesc Santo André. Mas os fãs do veterano e polêmico roqueiro podem esperar por performance vigorosa, pontuada por canções espalhadas nos 17 discos que o músico gravou com a banda Camisa de Vênus e em carreira solo. O preço dos ingressos para o show imprevisível, que integra a série Caixa Preta do Rock, vai de R$ 5 a R$ 20.

"Vai ter um pouquinho de tudo, inclusive músicas do CD O Galope do Tempo (lançado em 2007). Não faço repertório porque me entedio. Não quero ter a obrigação de tocar hits", explica Nova.

BATE-PAPO - Às 18h, o artista participa de bate-papo na sala de múltiplo uso da unidade andreense do Sesc. As transformações históricas provocadas pelo rock e os referenciais do gênero devem ser os assuntos da conversa. Mas nem o intérprete sabe como abordará os temas.

Ele prefere não criar expectativas e relembra episódio frustrante ocorrido no fim dos anos 1980, quando o psicólogo norte-americano Timothy Leary, conhecido na década de 1960 por defender experimentações com ácido lisérgico, ministrou palestra em São Paulo. "No folder, estava escrito que o Leary ia dissecar os caminhos para se chegar ao nirvana, fornecer dados científicos para desenvolver os chacras e não sei mais o quê. Eu o acompanhava desde a adolescência e achei que não deveria perder. Na platéia, 80% eram médicos e psiquiatras, que saíram de lá revoltados quando ele começou a falar sobre John Lennon, os anos 1960 e a dizer que não recomendava o LSD. Então, para não incorrer nesse erro, prefiro dizer que vou contar histórias. Não sei quais, mas vou".

SEM PACIÊNCIA - Nova admite que não tem paciência para acompanhar as novidades no cenário roqueiro. "Tenho minha marca que, boa ou má, é indelével. Não tenho mais saco para saber qual é a nova banda de Belém do Pará. Eu quero é que se f..."

Os críticos musicais que, segundo o cantor, deslumbram-se facilmente com qualquer lançamento, não escapam da artilharia verbal. "O novo pode ser tão medíocre quanto o velho. Não há nenhuma qualidade em ser novo. Crítico é igual a eunuco no harém: ele gostaria de fazer, mas não pode", resume.

Marcelo Nova - Show. Hoje, às 21h. No Teatro do Sesc Santo André - Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200.Ingr.: de R$ 5 a R$ 20.



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