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TRE tem 889 processos de infidelidade partidária


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

01/02/2009 | 07:00


Prática corriqueira entre a classe política, o troca-troca de legendas nem sempre é visto com bons olhos pelo eleitor e até mesmo pelos líderes de partidos. A chamada infidelidade partidária é alvo de 889 processos de cassação no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral), referentes ao período de 5 de novembro de 2007 a 30 de janeiro - muitos deles ainda em julgamento.

 Para o cientista político Aldo Fornazieri, os motivos da infidelidade ficam por conta da baixa cultura partidária das siglas políticas e da permissividade da lei. "O troca-troca é por conveniência e facilitações", avaliou.

 Outro motivo, segundo o cientista, é que a maioria das trocas de legenda tem como objetivo a busca por maior expressão. "É uma visão mercenária da política para atender fins próprios, ao contrário de agir politicamente para atingir bens públicos", afirmou Fornazieri, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política da USP (Universidade São Paulo).

 "Vivemos em um País com questões programáticas frágeis e legislação permissiva", acrescentou o cientista político Rui Tavares Maluf.

 CONTRÁRIO - Vereador em Diadema pelo PSDB, José Francisco Dourado disse ser fiel ao líder político e não ao partido. "O líder está acima do partido, embora respeite o PSDB e gosto de sua ideologia", disse o tucano, referindo-se ao deputado estadual José Augusto da Silva Ramos, presidente municipal do partido.

 Hoje no PSDB, Dourado já pertenceu ao PPS (2000) e também ao PT, quando, em 1996, se elegeu vereador pela primeira vez. Nessa época, seguia os passos do ex-petista José Augusto.

 Sem conquistar uma vaga no Legislativo no último pleito, João Merenda (PV) já foi do PSDB. Hoje, o verde trabalha como assessor de Relações Institucionais, cargo diretamente ligado ao gabinete do prefeito de Diadema, Mário Reali (PT). "A democracia é isso", disse o parlamentar, referindo-se à troca de legendas entre os parlamentares.



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