Adeus

Considerado o pai do jiu-jitsu brasileiro, o paraense Hélio Gracie morreu nesta quinta-feira aos 95 anos, em Itaipava, região Serrana do Rio de Janeiro. O corpo do ex-lutador, que estava com pneumonia - exames também descobriram uma leucemia -, será enterrado na nesta quinta-feira, no Cemitério Municipal de Petrópolis.
Natural de Belém (PA), Gracie é considerado uma lenda da modalidade. Ele desenvolveu uma forma diferente de lutar jiu-jitsu, com a técnica baseada na alavanca, para ajudar lutadores mais fracos fisicamente enfrentarem adversários mais fortes em condições desfavoráveis.
Ele lutou por diversas vezes com oponentes maiores para provar sua teoria. O paraense também desenvolveu uma dieta especial para os lutadores.
História - O jiu-jitsu chegou ao Brasil por volta de 1914 pelo japonês Mitsuyo Maeda, que desembarcou no Pará na casa de Gastão Gracie. O filho mais velho da família, Carlos Gracie, apreendeu as técnicas com Maeda e depois repassou aos irmãos.
No entanto, Hélio Gracie, que tinha a saúde debilitada e o corpo franzino, não praticava o esporte, apesar de acompanhar todas as aulas. Após aprender jiu-jitsu na ‘teoria', Hélio desenvolveu a ‘alavanca' e criou o ‘Brazilian Jiu-Jitsu'.
Em uma de suas lutas mais famosas, no Maracanãzinho, em 1955, Hélio, com 63 Kg, levou quase quatro horas para perder o combate para Masahiko Kimura, um dos principais lutadores do Japão e que pesava 100 kg. Mesmo coma derrota, o brasileiro conseguiu provar que qualquer atleta pode disputar o jiu-jitsu.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.