O laudo sobre a morte do lutador Ryan Cracie foi divulgado nesta quinta-feira pelo IML (Insitituto Médico Legal) central de São Paulo. De acordo com o laudo, a morte de Gracie aconteceu por conta dos cinco medicamentos ingeridos somados com as drogas que ele havia consumido antes.
Segundo o médico legista Laércio de Oliveira e César, o exame toxicológico comprovou que o médico da família do lutador receitou depressivos e sedativos. “Os remédios tiveram um efeito aditivo, e o efeito de um somado ao de outros causaram depressão da função cárdio-respiratória e do Sistema Nervoso Central”, afirmou.
O laudo do IML concluiu que o lutador morreu de hipoxemia, que é a diminuição de oxigênio nos glóbulos vermelhos, causada por um edema no pulmão. De acordo com os médicos, houve um colapso do aparelho respiratório e cardíaco, que fez com que o coração e o pulmão deixassem de funcionar.
Segundo o titlar do 91º DP, Roberto Calaça Vieira, o médico que atendeu o lutador será indiciado por homicídio culpuso.. “Ele responderá em liberdade, e a pena pode ser de um a três anos”, disse. O delegado afirmou que o médico não pediu que o lutador fosse transferido para um hospital. "Se tivesse pedido, nós o levaríamos para um pronto-socorro. A lei de execuções penais permite que um médico particular entre na cela", afirmou.
Ryan Gracie faleceu em 15 de dezembro do ano passado. Um dia antes ele havia sido preso depois de ter atacado dois motoristas com uma faca em São Paulo.