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Energia e empregada
elevam inflação no País

IPCA tem alta de 0,25% em agosto e supera a
meta acumulada em 12 meses ao atingir 6,51%

06/09/2014 | 07:16
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Orlando Filho/DGABC
Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A inflação oficial mensal do mês passado no País atingiu 0,25%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em julho, o percentual foi de 0,01%. Em agosto de 2013, o registro foi de 0,24%.

Segundo o IBGE, os dois principais custos às famílias com renda entre um e 40 salários mínimos (de R$ 724 a R$ 28.960) que elevaram a inflação geral foram os de energia elétrica, com 1,76%, e das empregadas domésticas, com 1,26%.

No acumulado de 12 meses encerrados no fim de agosto, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu 6,51%. Isso significa que ultrapassou em 0,01 ponto percentual o teto da meta de inflação do governo federal.

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No caso da energia elétrica, houve contribuição de reajustes ocorridos em seis regiões metropolitanas. Conforme o IBGE, a Grande São Paulo é um desses agentes, tendo em vista a alta na conta de luz, desde 4 de julho, de 18%.

O professor do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Bruno de Conti destacou que essa contribuição da energia elétrica na inflação de agosto ocorreu com os preços administrados em geral. “Esses preços administrados estavam represados, como é o caso da energia elétrica e da gasolina. Como não houve pressão dos alimentos, por exemplo, foi o momento de liberar os aumentos. Havia espaço para isso.” O grupo alimentação e bebidas teve deflação de 0,15%.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Guilherme Pereira Perfeito, destacou, por meio de nota, que no caso da inflação dos serviços das empregadas domésticas é um reflexo normal das baixas taxas de desemprego e dos salários em alta. “O grupo de empregadas domésticas, o quinto maior peso do IPCA, está subindo numa taxa de 11% ao ano em média”, observou.

O coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, pontuou que, com a participação cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, a necessidade de empregadas nas residências aumenta. Por sua vez, as domésticas deixam a profissão quando têm a possibilidade de qualificação e contratação em outro setor. Desta maneira, os preços do serviço sobem rapidamente. “Acredito que essa inflação vai subir bastante até o fim do ano.” 




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