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Pela primeira vez, Brasil conta com três mulheres na corrida à Presidência

Com Dilma, Marina e Luciana Genro na disputa, País terá maior número de candidaturas femininas ao governo federal


Júnior Carvalho
Especial para o Diário

25/08/2014 | 06:51


No ano em que as eleitoras comemoram 81 anos da conquista de irem às urnas pela primeira vez, haverá, de forma inédita desde a redemocratização, três mulheres disputando o mais alto cargo político do País: a Presidência da República. Além da atual chefe da Nação, Dilma Rousseff (PT), que busca a reeleição, figuram na corrida presidencial a ex-senadora Marina Silva (PSB) e a ex-deputada federal Luciana Genro (Psol).

Desde a eleição de 1989, primeira escolha direta para o Palácio do Planalto após a ditadura militar, mulheres vêm marcando presença em quase todas as disputas pelo comando do Brasil – exceções são em 1994 e em 2002. A primeira a concorrer ao cargo foi a advogada Lívia Maria Lêdo Pio de Abreu, pelo extinto Partido Nacionalista (veja mais na ilustração ao lado).

Também apresenta crescimento o número de candidaturas femininas para outros cargos eletivos em todo o Brasil no pleito deste ano em relação a 2010: dos quase 25 mil nomes que vão figurar nas urnas em outubro, 7.400 são mulheres – salto de 46%.

“Isso é fantástico. As mulheres têm de ocupar espaços como homens, porque a sociedade é feita de homens e mulheres. Importante ter três mulheres, representam a mudança de comportamento em relação à política”, analisa a cientista política Jacqueline Quaresemin, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Para Jacqueline, embora os números mostrem maior inserção da mulher na política, o cenário está longe de igualdade. “Mesmo dentro dos partidos que são mais liberais e de esquerda, ainda há limitação do espaço da mulher. Não tem curso de formação. Mulher tem mais dificuldades de estruturar uma candidatura e garantir recursos”, destaca.

A quantidade de mulheres aptas a votar também cresceu desde a última eleição presidencial e manteve as representantes do sexo feminino como maioria entre eleitores brasileiros. Dos 142,8 milhões de votantes, 74,4 milhões são mulheres (52% do total). Há quatro anos elas somavam 70,2 milhões. “Fator que potencializou (o ingresso das mulheres na política) foi a campanha feita pela Justiça Eleitoral, as propagandas foram bastante intensivas”, salienta Jacqueline.

A deputada estadual Ana do Carmo (PT) acredita que a eleição de Dilma “encorajou as mulheres” a almejarem os principais cargos na política. Em 2010, o brasileiro escolheu pela primeira vez na sua história uma presidente da República. “A eleição (presidencial) passada abriu as portas para muitas de nós. Sabemos que nenhuma eleição é fácil, ainda mais para Presidência da República. Temos de dar parabéns para quem entra no páreo”, frisa a petista.

GRANDE ABC
A eleição de 2012 na região marcou maior participação feminina em cargos majoritários. Embora não haja prefeitas, cinco das sete cidades têm mulheres como vice-prefeita. Ostentam o cargo Oswana Fameli (PRP) em Santo André, Lucia Dal’Mas (PMDB) em São Caetano, Silvana Guarineri (PTB) em Diadema, Leonice Moura (PSC) em Ribeirão Pires e Marilza de Oliveira (PTB) em Rio Grande da Serra.

Duas chefes de nação estão entre influentes do mundo

Duas chefes de governo estão entre as mulheres mais influentes do mundo, segundo a revista norte-americana Forbes. No ranking das 100 mulheres mais poderosas do planeta neste ano, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, segue no topo pelo quarto ano consecutivo.

A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), está na quarta colocação, atrás de Janet Yellen, presidente do banco central norte-americano, e de Melina Gates, mulher de Bill Gates.
Em 2012, Dilma foi considerada pela Forbes a segunda mulher mais poderosa do mundo, atrás apenas de Angela Merkel. A presidente da Petrobras, Graça Foster, figura o 16º lugar, à frente, inclusive, da presidente da Argentina Cristina Kirchner (está na 19º colocação), da cantora norte-americana Beyonce (17º) e da presidente do Chile, Michelle Bachelet (25º).

“Uma mulher reage diferente. É incapaz de ter atitude grosseira e de rebaixar o nível da linguagem política. Já os homens têm mais agressões em debates. Mulheres ponderam ainda no que dizem”, destaca a cientista política Jacqueline Quaresemin.

CHEFES DE FAMÍLIA
Na última década, quadruplicou o número de mulheres que são chefes de família, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2002, elas eram as principais responsáveis pelo sustento da casa, representando contingente de 4,6% entre os casais com filhos. Dez anos depois, esse número passou a 19,4%.

Em 2011, durante seu discurso de posse como presidente, Dilma assegurou que seu “compromisso supremo” era de “honrar as mulheres”. “Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres também possam, no futuro, ser ‘presidentas’ e para que, no dia de hoje, todas as mulheres brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher”, disse a petista, à época.  



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