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Funcionários da Fundação Casa ameaçam greve

Sindicato vai até as unidades hoje para dialogar após agressões


Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

02/10/2012 | 07:00


Funcionários da Fundação Casa de São Bernardo se reunirão na manhã de hoje com a diretoria do Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo) em frente às duas unidades para decidir se irão iniciar a greve. A paralisação é defendida por eles desde sábado, quando dois agentes foram agredidos pelos internos.

Na ocasião, segundo os agentes, 25 dos 62 internos do prédio 2 se negaram a cumprir programação de atividades e agrediram servidores com chutes e cadeiradas. Apesar de rápida, a confusão deixou um coordenador de equipe internado em hospital da Capital para fazer cirurgia no nariz, quebrado, além de pontos na cabeça, rosto e mãos.

O outro agente passou por atendimento médico na própria enfermaria do prédio e recebeu alta.

As unidades registraram três rebeliões e pelo menos duas tentativas desde julho. Segundo o presidente do Sintraemfa, Júlio Alves, a superlotação dificulta o trabalho disciplinar e pedagógico em todo o Estado. Por isso a entidade pede o aumento do quadro de funcionários para 18 mil. Atualmente são 11 mil.

"A meta do Estado em 2009 era aumentar o quadro para 15mil. No mesmo período inauguraram 14 unidades", disse. No mesmo período o número de internos cresceu de 5.000 para 9.000. "Ou o Estado cria políticas de prevenção ou não adianta o nosso trabalho. Hoje não temos mais como fazer com que os adolescentes refletir sobre seus atos. Eles nos consideram inimigos", disse.

A Fundação Casa diz que respeita a decisão do TJ (Tribunal de Justiça), de abril, que permite internar até 15% a mais de internos do que a capacidade das unidades.

O plano dos funcionários era entrar em greve ontem, mas após reunião com a diretoria da Fundação Casa ficou acertado que esperariam pelo encontro com o sindicato.

"Precisamos ver o que será apresentado para nós, mas os funcionários querem a paralisação", disse Alves. "Estamos fazendo de tudo para evitar a greve, mas , como a expectativa é pessimista."



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