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Vida útil de aterro
depende de reciclagem

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Primeira etapa de reabertura do equipamento em
Santo André permite sobrevida de até quatro anos


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

18/03/2014 | 07:00


O aterro municipal de Santo André, localizado no bairro Cidade São Jorge, voltou ontem a receber 100% das 750 toneladas de resíduos coletados diariamente na cidade. A primeira etapa de reabertura do equipamento, que estava fechado havia seis anos, equivale à área de 12 mil m² e permite sobrevida do espaço em até quatro anos. Isso se houver colaboração dos moradores e ampliação da capacidade de reciclagem da cidade. Caso o reaproveitamento dos resíduos não seja ampliado, a vida útil se esgotará antes de 2018.

O alerta foi feito ontem pelo superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Sebastião Ney Vaz Júnior.

Estudo recente feito pelo Semasa mostra que 25% do lixo enviado diariamente ao aterro poderia ser reciclado (162,5 toneladas).

A partir de junho, quando está prevista inauguração de dois galpões para abrigar as cooperativas de catadores da cidade, a Coopcicla e Cidade Limpa, está prevista retomada de campanha de conscientização para ampliar o volume de resíduos descartados na coleta seletiva. “Antes dessa data não adianta começar, porque vou coletar muito material e vou acabar aterrando porque hoje não temos condições de separar e reciclar”, observa Ney Vaz. Atualmente, a cidade recicla apenas 8% do lixo coletado, mas tem planos de chegar a 10% em 2014 e voltar a patamar já alcançado anteriormente, quando chegou a atingir índice de 20%, em 2016.

A promessa era de que o aterro voltasse a operar em novembro. Conforme explica Ney Vaz, o atraso se deve a questões burocráticas com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Foram cerca de cinco meses de obras para a ampliação e impermeabilização do solo, o que previne a contaminação das águas subterrâneas com o chorume. O Semasa investiu cerca de R$ 7 milhões no processo e prevê economia de cerca de R$ 12 milhões por ano, tendo em vista que não destinará mais os resíduos ao Lara Central de Tratamento de Resíduos, em Mauá.

A expectativa da autarquia é dar continuidade à ampliação a partir do meio do ano. Serão investidos cerca de R$ 8 milhões na preparação de área de 28 mil m², o que garantirá mais tempo de vida útil ao aterro. Os trabalhos de preparação do solo devem demorar cerca de dois anos. “Podemos chegar até oito ou nove anos, dependendo da educação das pessoas e adesão ao sistema de coleta seletiva”, explica Ney Vaz.

 

Autarquia estuda tratar chorume

Uma das hipóteses aventadas para reinvestir a verba que o Semasa economizará com a reabertura do aterro é melhorar a estação de tratamento de chorume existente no espaço. Conforme explica o diretor de resíduos sólidos do Semasa, Edmilson Ferreira dos Santos, a autarquia gasta em torno de R$ 120 mil por mês para enviar o líquido produzido a partir da decomposição do lixo para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Piqueri, pertencente à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

“Nós fazemos um pré-tratamento dos efluentes aqui, mas ainda não podemos descartar o produto nos córregos porque não atendemos aos critérios da Cetesb”, diz Santos. Diariamente, a autarquia encaminha cerca de 1,2 litro de chorume por segundo para a ETE. “Estamos finalizando processo para contratar empresa que possa fazer estudo para avaliar se compensa investir na estação ou continuar encaminhado para fora”, revela. 

USINA

A expectativa do superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Júnior, é que o edital da PPP (Parceria Público-Privada) para a construção de usina de incineração de lixo em Mauá saia daqui cerca de dois meses. “Essa é uma das alternativas que temos, mas ainda vamos estudar para saber qual será o custo final desse tratamento e se compensa”, observa.



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