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Guirão deixa de exercer diálogo com Câmara

Peemedebista era articulador desde o começo da gestão Pinheiro, que ainda não tem substituto


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

12/03/2014 | 06:58


Moacir Guirão (PMDB) não faz mais a interlocução entre a Prefeitura de São Caetano e o Legislativo. Ele desempenhava a função desde o início da gestão Paulo Pinheiro (PMDB), em janeiro de 2013, e comunicou sua saída ontem.

O trabalho do articulador político vinha sendo questionado pela base governista há meses, mas o chefe do Executivo sempre o manteve na função. Por diversas vezes o comandante do Paço reiterou que trocar Guirão estava fora de cogitação.

O relacionamento entre o articulador e os parlamentares piorou quando as contas do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PTB) referentes ao ano de 2011 foram aprovadas pelo plenário – o governo queria postergar a votação, mas não conseguiu maioria para pedir o adiamento. O PMDB, na ocasião, votou contra os gastos do petebista.

A saída de Guirão ganhou força na segunda-feira, mas foi oficializada por Pinheiro ontem, durante reunião com os vereadores para explicar os projetos que serão apreciados em sessão extraordinária amanhã. O Palácio da Cerâmica informou que não vai se pronunciar sobre a saída do articulador, que oficialmente é assessor especial do gabinete.

Pinheiro afirmou aos parlamentares que ainda não possui substituto. Porém, as movimentações nos bastidores já estão a todo vapor. Conforme antecipado pelo Diário, Antônio de Pádua Tortorello (PSC) figura entre os favoritos para assumir a articulação. Ele desempenhou essa função durante a gestão de seu irmão, o prefeito Luiz Olinto Tortorello (1989 a 1992, 1997 a 2000 e 2001 a 2004 – morto em 2004).

O socialista-cristão conta com apoio dos parlamentares mais antigos, que nutrem estreito relacionamento com ele desde a época da administração de Luiz Tortorello.

O vereador Airton Lauriano, primeiro suplente do PTB na Casa, é outro cotado. Ele está substituindo Gersio Sartori (PTB), que solicitou afastamento de 30 dias para tratar de assuntos pessoais. Fontes afirmam que a posse foi pensada estrategicamente para que Lauriano se aproximasse dos parlamentares para depois assumir a interlocução. O convite deve ser feito nos próximos dias.

Saída reflete na sessão realizada ontem

A saída de Guirão refletiu diretamente na sessão de ontem. Sem articulação na Casa, o governo orientou os pares a votar o projeto do presidente Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão da Padaria (PSB), para apaziguar os ânimos. O texto estava travado há três semanas, pois os vereadores afirmavam que só apreciariam a matéria caso o socialista explicasses as licitações polêmicas feitas por ele.

“Atendemos um pedido do líder (do Executivo na Câmara, Jorge Salgado, Pros) para aprovar em primeira discussão a proposta do presidente com a promessa que as justificativas sobre os certames vão chegar”, afirmou Fabio Palácio (PR).

Primeiro-secretário do Legislativo, o vereador Pio Mielo (PT) disse que os vereadores acataram o pedido para destravar a pauta – o projeto era o primeiro item da ordem do dia – para não influenciar no cotidiano do município. “Não queríamos que a cidade fosse prejudicada”, ponderou. Salgado não foi localizado para comentar o assunto.

Diferentemente do que vinha ocorrendo, a sessão de ontem foi rápida. Os vereadores deram seu tempo de explicação pessoal em solidariedade a Pio, notificado por infringir a lei Cidade Limpa, após ter sido flagrado distribuindo panfleto de prestação de contas no farol. Se o recurso do parlamentar não for aceito pelo Paço, ele pagará multa de R$ 5.000. Porém, Pio resolveu não discursar. “Se por prestar contas fui notificado, se eu falar aqui é capaz de sair preso”, disparou.
 



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