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GCM rejeita proposta de Carlos Grana e decreta estado de greve

Categoria nega aumento de 5% em gratificação por risco de vida e 42 promoções

20/11/2013 | 07:15
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Nario Barbosa/DGABC
Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A GCM (Guarda Civil Municipal) de Santo André decidiu ontem, em assembleia, rejeitar proposta apresentada pelo governo Carlos Grana (PT) e decretou estado de greve permanente. A categoria vai formular documento e protocolar no Executivo até amanhã, tornando oficial a postura. A oferta da administração petista era alterar de 25% para 30% o adicional salarial por conta do risco de vida dos servidores e promover 42 funcionários, abrindo concurso público para suprir as vagas.

O impacto financeiro da proposta da Prefeitura seria, sem considerar as demais vantagens (gratificações estendidas ao funcionalismo público), de R$ 1,1 milhão ao ano. Com a negativa ratificada por cerca de 100 guardas, a categoria promete promover manifestação amanhã, realizando passeata do Paço até a sede da corporação, na Vila Guiomar. No local, vão constituir nova assembleia geral para deliberar os próximos passos do movimento ao considerar, inclusive, a possibilidade de paralisação dos agentes de Segurança.

A categoria solicita a reformulação do estatuto da GCM, protocolado em maio na Prefeitura. “Queremos o estatuto para que haja efetiva evolução na carreira, o que geraria reajuste salarial, graduações, hierarquia”, disse o guarda de primeira classe Valdir Azevedo da Silva. “A proposta é vergonhosa. Essas graduações já existem no quadro, faria só reposição, não cria nada de novo. Os 5% (índice de periculosidade ao salário) são via Dilma (Rousseff, PT), por lei do governo federal”, completou.

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Grana argumentou que as tratativas estão mantidas com a guarda na mesa de negociações, iniciada em abril. Segundo o petista, como prefeito, a proposta é dentro do “olhar do que é possível neste ano”. “Não posso comprometer o Orçamento. Temos de agir com serenidade, responsabilidade para não comprometer as contas da Prefeitura”. À época da oferta, o Paço apresentou quadro geral do deficit enfrentado da ordem de R$ 140 milhões.
 




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