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Inflação acumula 5,14% em 2013, diz IBGE

Alimentos e bebidas têm grande contribuição
no aumento do peso no bolso do consumidor


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

20/11/2013 | 07:25


A inflação para as famílias da Grande São Paulo com renda entre um e 40 salários-mínimos (R$ 678 a R$ 27.120) está mais pesada neste ano. O poder de compra dos consumidores foi corroído, de janeiro até a primeira quinzena de novembro, com alta média de preços de 5,14%. E os alimentos tiveram grande influência no resultado.

Em 2012, os preços dos produtos e serviços no mesmo período aumentaram, em média, 4,13%. As informações foram publicadas ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte do IPCA-15/SP (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15/recorte Grande São Paulo). A alta de preços considera período da segunda quinzena de dezembro até 11 de novembro. O indicador é a prévia da inflação oficial do País.

Os alimentos e bebidas, que naturalmente demandam mais do orçamento das famílias menos abastadas, tendo em vista que são essenciais e que, quando encarecem, tiram a vez das demais despesas, estimularam o resultado. Acumularam alta de 8,47%. Em relação à inflação do grupo em igual período do ano passado, houve acréscimo de 0,51 ponto percentual.

Os quatro itens que tiveram a maior inflação acumulada no ano, entre os 339 que compõem a cesta de despesas do IPCA-15/SP, são alimentos. A mandioquinha, líder em encarecimento, apresentou aumento de 99,8%. A farinha de trigo teve expansão média nos preços de 35,2%. O leite longa vida, 26,6% e, o leite em pó, 26,1%.

ANÁLISE - Delegado para o Grande ABC do Corecon (Conselho Regional de Economia), Leonel Tinoco, que também ministra aulas de Economia na FSA (Fundação Santo André) e na USCS (Universidade Municipal de São Caetano), avaliou que os esforços do governo federal para frear a inflação estão funcionando, mas com ressalva.

Isso porque, apesar de os preços administrados estarem controlados, outros grupos de despesas, como os alimentos, que abrangem a maioria dos moradores da Grande São Paulo, têm disparado na inflação.

A energia elétrica, por exemplo, que recebeu desoneração no começo do ano com perspectiva do governo de barateamento aos consumidores de 20%, tem deflação acumulada no ano de 17,4%.

A gasolina é outro produto com preço administrado que tem sido utilizado para controlar a inflação, avaliou Tinoco. Conforme o IBGE, na Região Metropolitana o derivado de petróleo acumulou inflação de 2,78%. “Acredito que o governo aumente o preço da gasolina somente em dezembro para ter efeito na inflação apenas no ano que vem”, estimou.

MENSAL - Entre 12 de outubro e 11 de novembro em comparação com período de 13 de setembro a 11 de outubro, o IPCA-15/SP subiu 0,50%. O grupo alimentos e bebida expandiu 1,13%. Também registraram altas habitação (0,17%), artigos de residência (0,11%), vestuário (0,87%), transportes (0,32%), saúde e cuidados pessoais (0,54%), despesas pessoais (0,15%), educação (0,09%) e comunicação (0,25%).
 



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