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Joias do Ciclo da Borracha

Passeio pelas construções do centro histórico revela a fase áurea da extração do látex

Por Eliane de Souza
26/09/2013 | 07:43
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O Ciclo da Borracha foi um momento importante da história econômica e social do Brasil, relacionado com a extração de látex e comercialização do produto. Teve o seu centro na região amazônica e proporcionou a expansão da colonização, atraindo riquezas e empreendendo profundas transformações culturais e sociais em Belém, ao lado de Manaus e Porto Velho, respectivas capitais de Amazonas e Rondônia. O Ciclo da Borracha atingiu seu auge de 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 e 1945, durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945).


Belém ficou conhecida como Paris n’América no Ciclo da Borracha. E o charme daquela época se mantém presente até hoje em suas construções históricas. O Theatro da Paz, o Forte de Belém, a Casa das Onze Janelas e a Catedral da Sé são joias da arquitetura reunidas no centro antigo. Uma caminhada pela região, que fica ao lado do Mercado Ver-o-Peso, é uma volta ao passado e um alento para os olhos.


Comece o passeio pela Avenida Nazaré, onde fica o Theatro da Paz, inspirado no Teatro Scala, uma das mais famosas casas de ópera do mundo em Milão, na Itália. A versão de Belém foi construída com o dinheiro do Ciclo da Borracha e batizada em alusão ao fim da Guerra do Paraguai, em 1870. A decoração apresenta materiais e objetos trazidos da Europa, como o lustre e as estátuas de bronze francesas, o piso português e a escadaria de mármore italiano. É possível conhecer este cartão-postal em visitas guiadas, de hora em hora. Abre das 9h às 17h de terça a sexta e até o meio-dia aos sábados. A entrada custa R$ 4.


No centro histórico, na antiga residência de um senhor de engenho, funciona a atual Casa das Onze Janelas. O espaço cultural conta com museu de arte contemporânea que abriga obras de Tarsila do Amaral e Lasar Segall. No espaço também é possível apreciar a vista do jardim e petiscar no charmoso Boteco das Onze. O prato mais pedido é o risoto de camarão seco com jambu, erva nativa de efeito anestesiante. A entrada para a Casa das Onze Janelas custa R$ 2.


Em frente ao centro cultural fica o Forte do Presépio, um dos marcos da fundação da cidade, erguido para defender Belém de invasões. Canhões originais estão expostos no pátio interno, com vista para o Rio Guamá e o Mercado Ver-o-Peso. Na sala de exposição permanente, repare no Muiraquitã, amuleto indígena de pedra talhada em formato de sapo. A entrada também custa R$ 2.


Por fim, a Catedral da Sé exibe sua fachada barroca e interior neoclássico, com a nave iluminada por 18 candelabros de ferro. Se conseguir, repare nestes detalhes antes da procissão do Círio de Nazaré. 




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