Economia Titulo Paralisação

Trabalhadores dos Correios decretam estado de greve

Em assembleia, proposta da estatal de reajuste de 5,27%
é rejeitada; categoria quer alta de 12,8%

Soraia Abreu Pedrozo Do Diário do Grande ABC
05/09/2013 | 07:22
Compartilhar notícia
 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os trabalhadores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), reunidos em assembleia ontem, decretaram estado de greve da categoria. Eles rejeitaram a proposta dos Correios entregue na terça-feira, que oferece correção de 5,27% aos salários. A categoria pleiteia, ao todo, 12,8%, sendo 6,8% de reposição da inflação (com base no ICV – Índice de Custo de Vida, calculado pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mais 6% de aumento real.

Segundo o diretor regional do Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Grande São Paulo), José Luiz de Oliveira, o reajuste oferecido pela estatal é provocativo. “Não reajusta sequer a inflação”, afirma. “Por isso decretamos estado de greve. Se não fizerem outra contraproposta até quarta-feira, quando teremos a última assembleia, vamos cruzar os braços a partir das 22h do dia 11.”

No ano passado, a falta de acordo entre trabalhadores e a empresa levou a questão ao Judiciário e, após 18 dias de paralisação em todo o País, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou o fim da greve e concedeu reajuste salarial de 6,5%.

DGABC

De acordo com a estatal, o índice de correção oferecido neste ano, de 5,27%, “somado à progressão anual concedida no ano passado, equivale ou ultrapassa os índices inflacionários do período, impedindo perdas aos trabalhadores.”

Ainda conforme os Correios, o impacto dos itens econômicos da pauta da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) é de R$ 31,4 bilhões – “quase o dobro da previsão de receita para este ano ou o equivalente a 50 folhas mensais de pagamento da ECT.”

DEMANDAS - Na pauta de reivindicações dos trabalhadores da companhia consta, ainda, incremento de 10% no valor do piso, hoje em R$ 1.004. “Queremos também o direito ao vale-cultura, que dá desconto para a compra de livros e ingressos para shows e teatros, conforme previsto em lei”, avisa Oliveira. Outra queixa (veja mais acima) é a concessão de hora extra, que não é feita em cima do salário-base. “Por exemplo, um carteiro motorizado tem hora extra de carteiro, e não de motorizado, que tem salário maior.”
No Grande ABC existem cerca de 1.500 funcionários dos Correios. Em todo o País, são em torno de 110 mil.
 




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;