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A médica do estudante Marcelo Bovo Pesseghini, Neiva Damaceno, deve depor nesta terça-feira, 20, segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações sobre a morte do garoto e de outras quatro pessoas da sua família. Marcelo tinha fibrose cística, uma doença degenerativa. Neiva acompanhava o tratamento do menino desde que ele tinha um ano.

O delegado responsável pelo caso, Itagiba Franco, disse que os depoimentos auxiliam a traçar um perfil psicológico do garoto, que é o principal suspeito da polícia. Mais de 31 pessoas já foram ouvidas no DHPP até a última sexta-feira, 16. Para esta segunda-feira, 19, não havia depoimentos agendados até as 15h30.

Hoje, as investigações entraram em sua terceira semana. Durante a madrugada - aproximadamente no mesmo horário em que os crimes foram cometidos - peritos do Instituto de Criminalística fizeram um exame acústico na casa da família. Eles atiraram dentro da residência para checar se o som dos disparos poderia ser ouvido. Equipes de reportagem, que ficaram distantes do local, conseguiram ouvi-los.

Para a polícia, Marcelo assassinou os pais, o casal de policiais militares, Luiz Marcelo e Andreia Regina Pesseghini, a avó materna e uma tia-avó na madrugada do dia 5. Pela manhã, ele assistiu normalmente às aulas do colégio e, ao voltar para casa, teria cometido suicídio. Devido ao diagnóstico, o garoto, de 13 anos, tinha uma baixa expectativa de vida. Uma das hipóteses é que esse fato teria motivado os crimes.

DGABC



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