Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 26 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Caravana de 'kamikazes' embarca para capital paraguaia


Edélcio Cândido
Do Diário do Grande ABC

24/07/2002 | 00:28


Se guerra é guerra, no futebol dentro da arena alheia, as facções da torcida do São Caetano toparam iniciar nesta terça às 22h30, distribuídas em três ônibus leitos, o grande desafio de encarar com espírito guerreiro uma exaustiva viagem até Assunção, no Paraguai. Cerca de 150 torcedores das torcidas Gladiadores, Bengala Azul, Comando, Sangue Azul e Azulão seguiram como verdadeiros kamikazes – soldados suicidas da Segunda Guerra Mundial – para apoiarem o Azulão em clima de muita rivalidade contra o Olimpia.

Nem os conflitos políticos internos que agitam o Paraguai intimidaram os torcedores. Defronte ao estádio Anacleto Campanella, saiu o ônibus Bengala Azul/Comando, e da Avenida Goiás, na antiga Prefeitura, os das facções da Gladiadores, Sangue e Azulão num grito só de guerra.

Pelo menos 1.350 km, entre São Paulo e Assunção, separam a longa viagem. A Gladiadores, com torcedores mais jovens, começou a agitar o clima por volta das 19h com seus tamburins, surdos, bumbos, cornetas, apitos, faixas do Azulão e bandeiras do Brasil.

“Depois do penta, o Azulão arrebenta”, dizia uma das faixas. “Vamos lá para vencer. E na volta, o jogo tinha de ser no Morumbi. Se torcida ganhasse jogo, o Corinthians era campeão direto. E eu sou corintiano, mas o Azulão virou o primeiro time do coração”, disse Fernando de Castro, de cobertor nas costas, mochila e prevendo vitória azul por 2 a 0. “Se perdermos por um gol, já está ótimo”, afirmou Agostinho Folco, da Bengala.

Muitas mulheres aguardavam os ônibus desde as 20h. “Estou indo com meu pai. É uma loucura, mas vale a pena”, afirmou Viviane Francine. Ronaldo de Oliveira, presidente da Gladiadores, que tem 500 sócios, disse que não faltaria alimento. “Estamos levando bolachas, pão, salchichas, queijos, vinho, água e cobertas, além de muitas faixas”, afirmou.

Lucas Nicolás, Kléber Bonato e o pasteleiro Antonio Carlos Dias, 45 anos, não se importavam com a distância. “É a caravana da vitória. Eu só temia o América do México e não queria o Grêmio-RS. De resto, tá beleza”, afirmou Lucas.

A viagem deve durar de 16 a 18 horas – se não houver muita neblina. A caravana faz parada de almoço em Foz do Iguaçu nesta quarta e segue até as proximidades da Ponte da Amizade. Lá todos fazem o translado com ônibus paraguaios até o estádio, onde devem chegar – escoltados pela polícia – às 16h no estádio Defensores del Chaco.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;