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Homem é baleado por policiais após discussão

Viciado, ele saiu de Mauá armado para brigar na Capital


Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

14/07/2012 | 07:00


O desempregado Cleber dos Santos Fidélis de Souza, 33 anos, acabou baleado por policias militares da Capital na porta de sua casa no Jardim Sônia Maria, em Mauá, na noite de ontem. A corporação alega que houve resistência à voz de prisão dada pelo soldado que atendeu a ocorrência. Já familiares dizem que ele estava desarmado no momento em que ocorreram os disparos.

Por volta das 19h30, Souza saiu de casa armado atrás do cunhado, irmão de sua namorada, que mora no Parque São Rafael, Zona Leste da Capital. Estava sob o efeito de drogas e antes que a situação piorasse, parentes e amigos foram atrás dele e conseguiram tirá-lo de lá. Mas sua sogra acionou a Polícia Militar. Ele estava de costas em frente ao portão de casa, quando a viatura chegou. Segundo os familiares, foi baleado ao jogar a arma no quintal.

"Meu filho não reagiu e estava de costas. Não se atira em gente assim. Esse é o jeito da polícia agir? Que falta de profissionalismo é esse?", disse o pai, o aposentado Geraldo Fidélis de Souza, 59. Ele e um amigo do filho estavam segurando Cleber quando a polícia chegou. "Era para eu ter sido baleado também. Foi muita irresponsabilidade deles", completou.

Ainda chocado pelo ocorrido, o aposentado pensava que o filho tinha morrido quando recebeu a ligação de um parente contando que Souza estava vivo, passando por cirurgia de emergência no Hospital São Mateus, na Capital, para onde foi levado e permanecerá internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Ajoelhou e agradeceu, aos prantos. "Só por Deus", disse.

A polícia sustenta que trata-se de resistência à voz de prisão. Cleber tem uma filha de 5 anos e mantinha relacionamento distante com o cunhado. Segundo amigos e familiares, os dois são viciados em drogas e vinham brigando por conta da falta de dinheiro para sustentar o vício. O pai não soube informar onde o filho conseguiu a arma. O caso será investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), na Capital.



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