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Declaração do G-8 não vai tratar do destino de Assad

18/06/2013 | 10:44
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O comunicado conjunto da cúpula do G-8 sobre o final da guerra civil na Síria não vai mencionar se o presidente Bashar Assad deve deixar o poder como parte de qualquer acordo de paz, afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov.

Ele disse aos jornalistas que os oito países concordaram que não devem especificar qualquer tipo de resultado para as negociações de paz, sobre as quais todos os membros do bloco concordaram que devem ser iniciadas em breve em Genebra.

Ryabkov disse que as negociações devem ter como objetivo criar uma coalizão de governo de transição para a Síria, mas não devem predeterminar se Assad pode participar ou não desse governo.

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"Seria errado e prejudicial, além de violar o equilíbrio político", disse ele. "Não podemos dizer aos participantes do processo como ele vai terminar, porque dessa forma não faria sentido sequer dar início aos trabalhos."

A declaração formal sobre a Síria deve ser divulgada ainda nesta terça-feira, depois de representantes de todos os integrantes do G-8 terem discutido o impasse sírio durante um jantar na segunda-feira.

Ryabkov disse que as acusações de que o governo de Assad usou armas químicas não foram comprovadas e que são necessárias investigações mais profundas. "Não podemos concordar com interpretações tendenciosas e sem fundamento de que o governo da Síria usou armas químicas", declarou ele.

O diplomata russo afirmou que uma nova investigação, envolvendo uma organização internacional e a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve ser aberta para investigar a validade das acusações. Para Ryabkov, a Síria deveria integrar o tratado internacional que proíbe o uso de armas químicas e destruir seu arsenal dessas armas. Fonte: Associated Press.




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