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Comgás não satisfaz vereadores


Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

11/03/2006 | 08:09


Insatisfeitos com as explicações da Comgás, os vereadores de Santo André decidiram ampliar a discussão sobre o gasoduto que a empresa pretende construir na cidade. A proposta é realizar audiências públicas nos sete bairros (população de 65 mil pessoas) cujo solo receberá a tubulação: Jardim Ana Maria, Parque Novo Oratório, Vila Lucinda, Jardim das Maravilhas, Camilópolis, Utinga e Vila Metalúrgica.

De acordo com o vereador Donizeti Pereira (PV), as duas primeiras audiências serão no Parque Oratório e Camilópolis ainda este mês. O parlamentar começa a consultar neste sábado as lideranças comunitárias para definir o local das reuniões. A proposta tem o apoio da direção da Comgás. As duas partes decidiram fazer a discussão nos bairros após a audiência de quinta-feira, realizada na Câmara Municipal. Contribuiu para a decisão os protestos de parlamentares por terem sido tardiamente informados sobre o projeto.

Um dos pontos mais debatidos na reunião foi a segurança da população. "Agora, a gente precisa levar a discussão para o bairro porque a comunidade está apreensiva. Há muito resistência por ninguém conhecer o projeto", acrescenta o parlamentar que é contra o projeto. O presidente da Câmara, Luiz Zacarias (PL), adianta que a Comgás deverá levar para as reuniões material de divulgação. "A comunidade precisa entender o que é o projeto. Ela precisa saber, por exemplo, de forma didática, que não há risco de vazamentos", explica Zacarias.

Projeto – Orçada em R$ 80 milhões, a obra da Comgás reforçará e ampliará em até 26% a capacidade de transporte do gasoduto que circunda a região metropolitana de São Paulo. O trecho passará a cerca de um metro de profundidade sob pressão de 238 libras (oito vezes a pressão do pneu de um carro de passeio) sob ruas e avenidas dos sete bairros.

A empresa anunciou em dezembro que o projeto completo, de 24 quilômetros, incluindo São Paulo e Mauá. Por aproveitar o leito das ruas e avenidas, o traçado previsto dispensou desapropriações. A Comgás obteve licença prévia para o projeto sem realização antecipada de audiência pública, dispensável neste tipo de empreendimento.

Nem os vereadores e nem o prefeito João Avamileno (PT) conheciam o projeto até a reportagem publicada pelo Diário em dezembro. Depois disso, a SMA (Secretaria de Meio Ambiente) sugeriu a realização de audiência para liberar o projeto. As obras do gasoduto deveriam iniciar no final do ano passado.



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Comgás não satisfaz vereadores

Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

11/03/2006 | 08:09


Insatisfeitos com as explicações da Comgás, os vereadores de Santo André decidiram ampliar a discussão sobre o gasoduto que a empresa pretende construir na cidade. A proposta é realizar audiências públicas nos sete bairros (população de 65 mil pessoas) cujo solo receberá a tubulação: Jardim Ana Maria, Parque Novo Oratório, Vila Lucinda, Jardim das Maravilhas, Camilópolis, Utinga e Vila Metalúrgica.

De acordo com o vereador Donizeti Pereira (PV), as duas primeiras audiências serão no Parque Oratório e Camilópolis ainda este mês. O parlamentar começa a consultar neste sábado as lideranças comunitárias para definir o local das reuniões. A proposta tem o apoio da direção da Comgás. As duas partes decidiram fazer a discussão nos bairros após a audiência de quinta-feira, realizada na Câmara Municipal. Contribuiu para a decisão os protestos de parlamentares por terem sido tardiamente informados sobre o projeto.

Um dos pontos mais debatidos na reunião foi a segurança da população. "Agora, a gente precisa levar a discussão para o bairro porque a comunidade está apreensiva. Há muito resistência por ninguém conhecer o projeto", acrescenta o parlamentar que é contra o projeto. O presidente da Câmara, Luiz Zacarias (PL), adianta que a Comgás deverá levar para as reuniões material de divulgação. "A comunidade precisa entender o que é o projeto. Ela precisa saber, por exemplo, de forma didática, que não há risco de vazamentos", explica Zacarias.

Projeto – Orçada em R$ 80 milhões, a obra da Comgás reforçará e ampliará em até 26% a capacidade de transporte do gasoduto que circunda a região metropolitana de São Paulo. O trecho passará a cerca de um metro de profundidade sob pressão de 238 libras (oito vezes a pressão do pneu de um carro de passeio) sob ruas e avenidas dos sete bairros.

A empresa anunciou em dezembro que o projeto completo, de 24 quilômetros, incluindo São Paulo e Mauá. Por aproveitar o leito das ruas e avenidas, o traçado previsto dispensou desapropriações. A Comgás obteve licença prévia para o projeto sem realização antecipada de audiência pública, dispensável neste tipo de empreendimento.

Nem os vereadores e nem o prefeito João Avamileno (PT) conheciam o projeto até a reportagem publicada pelo Diário em dezembro. Depois disso, a SMA (Secretaria de Meio Ambiente) sugeriu a realização de audiência para liberar o projeto. As obras do gasoduto deveriam iniciar no final do ano passado.

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