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Quando elas pedem socorro

26/07/2026 | 08:00
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Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O número de mulheres em situação de violência doméstica que acionaram as Patrulhas Maria da Penha no Grande ABC cresceu 18,6%. Nos seis primeiros meses deste ano, foram 428 chamados, contra 361 do mesmo período do ano passado. Esse aumento gera algumas reflexões sobre o tema. Inicialmente, é necessário questionar se os homens estão mais hostis ou se foram elas que ficaram mais conscientes e decidiram dar um basta nesse tipo de situação aviltante e perigosa.

Talvez seja um conjunto das duas coisas, mas é fato que as facilidades oferecidas pelos serviços municipais para que elas possam pedir ajuda e o maior conhecimento sobre esses meios fizeram com que os acionamentos se tornassem mais efetivos.

Um desses modos de buscar assistência é o chamado botão do pânico, por meio do qual mulheres que possuem medidas protetivas contra ex-parceiros conseguem acionar os agentes da Guarda Civil Municipal com apenas um toque na tela do celular. Em Santo André, por exemplo, um terço dos chamados ocorreu dessa forma. E a tendência é que o uso aumente, à medida que mais mulheres façam adesão ao sistema, que não é a única forma de pedido de ajuda, uma vez que é possível pedir auxílio por meio de uma ligação telefônica.

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Outro fator responsável pela maior busca por socorro, segundo a secretária da Mulher de Mauá, Cida Maia, está no fortalecimento da rede de atendimento e na ampliação das ações de informação e prevenção. Quanto mais elas conhecem seus direitos e sabem onde buscar ajuda, maior tende a ser a procura pelos serviços de proteção. E quando elas percebem que existe uma rede capaz de lhes oferecer acolhimento, confiam mais no serviço. 

A violência contra as mulheres é um problema que ocorre em todos os níveis e classes sociais. É urgente e necessário o investimento na conscientização para que elas não tenham medo e nem vergonha de denunciar. É preciso dar um basta nessa situação.




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