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Carla Zambelli deve ser extraditada em outubro, cita deputado italiano

Justiça do país europeu não considerou brasileira perseguida política

23/07/2026 | 23:30
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado italiano Angelo Bonelli, integrante do partido de esquerda Europa Verde, disse acreditar na extradição, em outubro, da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). Segundo o europeu, a Justiça de seu país, onde a ex-parlamentar está vivendo, decidiu que a brasileira não é perseguida política. A posição abre caminho para a medida.

“Carla Zambelli tem dois pedidos de extradição. O primeiro foi anulado na Corte de Cassação, que é o Supremo Tribunal Federal italiano. Tem um segundo pedido, que não foi anulado, e hoje (ontem) a Cassação decidiu uma coisa muito importante: que ela não é uma perseguida política”, revelou Bonelli após agenda na Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, em Santo André.

A diplomacia brasileira solicita à Itália que a ex-deputada seja devolvida ao País. “Acho que, no mês de outubro, a Cassação vai decidir sobre a extradição da Carla Zambelli pelo segundo pedido, o de condenação a cinco anos, por ter apontado uma arma de fogo contra um jornalista aqui em São Paulo”, pontuou Bonelli.

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O parlamentar defendeu o sistema judicial de seu país. “Quero precisar que não sou contra a Zambelli, não sou contra ninguém. Sou contra gente que fala que, cidadã italiana, é intocável. Se eu cometer um crime, é justo ser julgado. Ninguém é intocável. Zambelli falou que é intocável porque é cidadã italiana. É uma mentira”, declarou.

Em evento na Capital, quarta-feira (22), Bonelli havia dito que a brasileira está sumida na Itália, onde chegou a ficar presa. “A última vez que a Carla Zambelli foi vista em público foi numa igreja em Roma, num encontro de apoio a ela”, revelou, em São Paulo.

AGENDA

Na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, Bonelli – apontado como referência mundial em debates sobre o meio ambiente – contextualizou o atual cenário geopolítico, marcado por conflitos como os que envolvem Irã, Palestina, Rússia e Ucrânia, o que causa instabilidade econômica e o enfraquecimento do direito internacional. Também criticou a transformação dos Estados Unidos, outrora “pátria do liberalismo”, em “pátria do protecionismo” por sancionar com tarifas países emergentes, entre os quais o Brasil.

Para impedir que uma nação seja submissa a outra, Bonelli sugeriu política focada na autonomia energética e na competitividade tecnológica, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. O parlamentar enxerga o Grande ABC como importante balizador e parceiro na busca por soluções sustentáveis.

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