
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, enfatizou nesta quinta-feira (23) que o choque energético decorrente do conflito no Oriente Médio pode se intensificar, elevando o risco de efeitos secundários, embora eles ainda não estejam presentes no momento.
Em coletiva de imprensa após o BCE deixar as taxas de juros inalteradas, Lagarde comentou que a decisão foi unânime, embora alguns membros tenham se perguntado se o BC da zona do euro deveria considerar um aumento de juros.
"Estamos bem posicionados para esperar e teremos mais dados até a reunião de setembro", pontuou ela, acrescentando que não há pressão por um aperto monetário agora.
Segundo a dirigente, os acontecimentos recentes no Golfo são alarmantes e o cenário moderado do BCE parece hoje bastante improvável, apesar de a situação geopolítica seguir volátil. "O conflito é uma das principais fontes de incerteza", disse.
Lagarde afirmou que preços mais altos da energia afetarão negativamente a renda real, mas que medidas fiscais para mitigar o choque devem ser "direcionadas, adaptadas e temporárias".
Ainda que as condições financeiras estejam ligeiramente mais restritivas do que em junho, Lagarde disse que as expectativas de inflação de médio prazo permanecem firmemente ancoradas.
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