Economia Titulo Varejo

Fecomércio SP: faturamento do varejo no Estado cai 6,9% em abril

Das nove atividades analisadas, apenas concessionárias de veículos tiveram crescimento real no período, de 8,3%

23/07/2026 | 10:04
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FOTO: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O faturamento real do comércio varejista no Estado de São Paulo caiu 6,9% em abril de 2026 ante o mesmo mês de 2025, registrando total de R$ 122,1 bilhões, segundo a PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista). O resultado indica desaceleração do consumo, após um ciclo de expansão praticamente ininterrupto desde a retomada pós-pandemia e após o recorde de faturamento registrado no ano passado, afirma a nota.

A pesquisa é realizada pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), em parceria com a o Sefaz/SP (Secretaria da Fazenda do Estado). No acumulado de janeiro a abril de 2026, as vendas varejistas registraram retração de 5,1%, o equivalente a um faturamento R$ 25,9 bilhões inferior ao observado no mesmo intervalo de 2025.

Das nove atividades analisadas, apenas concessionárias de veículos tiveram crescimento real no período, de 8,3%, contribuindo com 0,9 ponto porcentual para o resultado agregado, mas sem compensar as quedas disseminadas nos demais segmentos.

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A FecomercioSP avalia que, apesar da base de comparação elevada, o quadro macroeconômico tem pressionado a demanda, com juros altos, crédito mais restrito, inflação acima do teto da meta e famílias endividadas e inadimplentes. A entidade também aponta que esses fatores, ao atingirem o consumo discricionário, já começam a contaminar as compras essenciais, movimento que amplia a perda de fôlego do varejo.

Em abril, a maior baixa foi observada em eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, com recuo de 30,1%. Também apresentaram retração autopeças e acessórios (-9,1%). Entre os setores de consumo mais recorrente, houve queda em supermercados (-7,7%) e em vestuário, tecidos e calçados (-7,6%), além de materiais de construção (-7,5%), móveis e decoração (-5,9%) e farmácias e perfumarias (-0,4%), compondo pressão negativa de 7,8 pontos porcentuais no indicador geral.

A PCCV é elaborada com base nas receitas mensais informadas por empresas varejistas ao governo paulista, no âmbito de convênio de cooperação técnica entre Sefaz/SP e FecomercioSP. Os dados, segmentados por Delegacias Regionais Tributárias, abrangem todos os municípios do Estado e nove setores do varejo, com tratamento técnico para apuração do faturamento real e do volume de vendas por atividade e região.

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