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Trump prepara novas tarifas para substituir alíquotas temporárias de 10% nos EUA

22/07/2026 | 12:18
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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar um novo conjunto de tarifas para substituir as alíquotas temporárias de 10% que expiram na sexta-feira. Outras medidas tarifárias também estão em preparação, elevando o risco de uma escalada nas tensões comerciais e mantendo elevado o grau de incerteza para empresas.

As tarifas temporárias foram adotadas após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, as tarifas globais impostas por Trump. Integrantes do governo afirmam que pretendem recuperar, por outros instrumentos, a arrecadação prevista com aquelas medidas, principalmente por meio de investigações conduzidas sob a Seção 301 da legislação comercial dos EUA.

Uma dessas investigações, voltada para 60 economias e que afeta mais de 90% do comércio americano, já foi concluída. O governo propôs tarifa de 10% para países que possuem medidas de combate ao trabalho forçado consideradas insuficientemente aplicadas, grupo que inclui Canadá, União Europeia, México, Camboja e Malásia. China, Coreia do Sul e Japão seriam submetidos a tarifa de 12,5%.

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Embora essas tarifas devam substituir as alíquotas temporárias, advogados especializados alertam para um possível intervalo processual, já que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) ainda analisa cerca de 1,5 mil comentários recebidos sobre a proposta. A expectativa, porém, é de rápida implementação.

O Yale Budget Lab estimava que as tarifas globais renderiam US$ 2,3 trilhões em receitas ao longo de dez anos. Com a substituição pelas tarifas ligadas ao trabalho forçado, a projeção caiu para cerca de US$ 2 trilhões.

Especialistas avaliam que novas tarifas ainda serão anunciadas. Brooks Allen, ex-assessor jurídico do USTR e sócio do escritório Skadden Arps, acredita que o governo utilizará sucessivas investigações da Seção 301 para reconstruir gradualmente um ambiente tarifário semelhante ao existente antes da decisão da Suprema Corte.

Também seguem em andamento uma investigação sobre excesso de capacidade produtiva, voltada principalmente à China, e um projeto no Congresso que permitiria ao presidente impor tarifas secundárias aos cinco maiores compradores de petróleo russo, incluindo Japão e França.

Segundo especialistas, essas medidas adicionais dificilmente serão anunciadas antes do encontro previsto entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no fim de setembro. Além disso, preocupações com a inflação e o aumento dos preços dos combustíveis em meio à guerra com o Irã podem levar a Casa Branca a adiar novas elevações tarifárias.

Mesmo assim, Trump continua ampliando a pressão comercial. Nesta quarta-feira entram em vigor tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros. O presidente também ameaçou impor tarifas de 100% sobre medicamentos genéricos a partir de 2028 para empresas que não transferirem sua produção aos EUA e anunciou tarifas de 50% sobre produtos canadenses. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast




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