Política Titulo Eleições 2026

Número de eleitores cai 1,87% em dois anos e soma 2.108.601

Mulheres continuam sendo a maioria, 53.51%, entre moradores das sete cidades aptos a votar

21/07/2026 | 21:36
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O número total de eleitores nas sete cidades do Grande ABC caiu 1,87% em dois anos. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a região tem 2.108.601 moradores aptos a ir às urnas em outubro e exercer a democracia de escolher presidente, governador, deputados estadual e federal e dois senadores. O número é ligeiramente menor se comparado com o do pleito municipal de 2024.

Naquele ano, 2.148.807 eleitores estavam em dia com a documentação e poderiam votar em prefeitos e vereadores, 40.290 a mais. A cidade que mais perdeu eleitores foi São Bernardo. Há dois anos, o maior colégio eleitoral do Grande ABC contabilizava 643.023 votantes e, para esta eleição geral, houve redução de 16.277 títulos. Santo André também perdeu eleitorado, registrando neste ano 10.067 pessoas a menos em relação às 583.229 aptas em 2024.

No cenário regional, apenas São Caetano e Ribeirão Pires viram o eleitorado crescer. Enquanto na primeira o número saltou de 144.255 para 147.737 – diferença de 3.482 –, a outra teve um incremento mais modesto. Ao todo, 326 pessoas tiraram a documentação e passaram a votar na cidade, o que fez a quantidade total de pessoas habilitadas para ir às urnas crescer de 85.544 para 85.870.

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Diadema e Mauá tiveram quedas semelhantes no eleitorado, 9.403 e 8.077, respectivamente. Rio Grande da Serra observou oscilação negativa de 190 votantes.

GÊNERO

O número de pessoas que se identificam com o gênero feminino sofreu oscilação e retroagiu 1,25% entre 2024 e 2026. Neste ano, esta parcela do eleitorado soma 1.128.401, total de 14.324 votantes a menos em relação aos 1.142.725 de 2024. Apesar da queda, as mulheres ainda superam em número a quantidade de homens com a documentação regularizada para votar nas sete cidades. O eleitorado feminino representa 53,51% do total, contra 46,45% (979.491) dos votantes masculinos. Ainda há uma pequena parcela, de 0,04% (709), que não informou o gênero ou que não se identifica com nenhum deles na região.

Mesmo em número superior ao de homens eleitores no Grande ABC, as mulheres ainda ocupam poucos lugares de destaque na política eletiva e isso, segundo especialista ouvido pelo Diário, é reflexo de uma sociedade patriarcal.

“Historicamente temos um processo de apagamento das mulheres. Elas sofrem com uma tradição de exclusão da política, o que cria barreiras para a sua participação. Mulheres na política normalmente enfrentam assédio e violência de gênero, o que desestimula a sua participação. Estereótipos cultivados em uma sociedade patriarcal causam um reforço da ideia de que a política é um espaço predominantemente masculino, dificultando o apoio social para candidaturas femininas”, opina o professor doutor Marcelo dos Santos, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista.

Entre as 150 cadeiras de vereadores nas sete cidades, apenas 11 são ocupadas por mulheres. Nos Executivos, a proporção melhora, mas não o bastante para colocar uma mulher na linha de frente. São cinco vice-prefeitas na região. Em Mauá e Ribeirão, os cargos são ocupados por homens.

Há 579 colégios eleitorais no Grande ABC 

Para receber os 2.108.601 eleitores do Grande ABC, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) disponibiliza, nas sete cidades, o total de 579 colégios eleitorais com 6.384 seções de votação. Deste total, 1.410 salas são acessíveis a PcDs (Pessoas com Deficiência). Os votantes podem se dirigir aos locais – aqueles indicados nos títulos físico ou digital – para o primeiro turno do pleito geral no dia 5 de outubro, das 8h às 17h. Se necessária, uma segunda rodada de votação ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.

São Bernardo, a maior cidade da região em território, tem 167 colégios eleitorais e 2.011 seções; destas, 542 são acessíveis. Na sequência vem Santo André, com 155 locais de votação e 1.741 salas, das quais 412 são adaptadas.

Em Diadema, os eleitores têm 90 locais de votação com 938 seções. As salas para PcD são 69. Com números semelhantes está Mauá. Na cidade há 82 colégios eleitorais e 926 seções. As salas de votação com acessibilidade somam 209.

Ribeirão Pires, apesar de ter menos eleitores do que a cidade de São Caetano, tem mais endereços para votação. Ao todo são 37 no território ribeirão-pirense, contra 31 no são-caetanense. Em quantidade de seções, a primeira tem 262 (com 43 acessíveis), contra 391 e 129 da segunda.

Por fim, a lista se completa com Rio Grande da Serra. O menor colégio eleitoral do Grande ABC tem à disposição das pessoas aptas a votar um total de 17 colégios eleitorais e 115 seções, que incluem seis salas com acessibilidade.

Do total de seções eleitorais (6.384) em todas as regiões das sete cidades, 22,09% (1.410) são acessíveis para pessoas com deficiência.

No primeiro turno dos pleitos, em 5 de outubro, os eleitores terão a oportunidade de votar para presidente, governador, deputados estadual e federal e dois senadores. Há ainda a opção do voto em branco ou nulo (quando o votante digita números não atribuídos a candidatos e confirma o voto). Se necessária uma segunda rodada, os eleitores só voltam às urnas para a escolha do representante da Nação ou do Estado.

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