La Roja O raro feito do bicampeonato consecutivo foi adiado. O feito foi conquistado apenas pelo Brasil e pela Itália alcançaram
FOTO: Reprodução/ X Seleção da Espanha

A soberania do futebol mundial voltou para os braços da Europa. Em uma das finais mais tensas e estratégicas da história do torneio, a Espanha derrotou a Argentina por 1 a 0 no tempo extra, faturando a taça da Copa do Mundo. O gol do título foi obra de Ferran Torres, que balançou as redes aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação para cravar a mais uma estrela na camisa da La Roja.
Com o triunfo, os espanhóis repetem a glória de 2010 e frustram o plano de Lionel Messi e companhia, que buscavam o tetracampeonato e o raro feito do bicampeonato consecutivo — algo que apenas o Brasil (1958/1962) e a Itália (1934 e 1938) alcançaram.
Desde o apito inicial, a estratégia desenhada por Luis de la Fuente funcionou como um relógio. Impondo seu tradicional estilo de posse de bola sufocante e uma pressão imediata após a perda, a Espanha anulou completamente a atual campeã. O domínio foi tamanho que a Argentina estabeleceu uma marca negativa inédita: desde 1966, quando as estatísticas detalhadas começaram a ser coletadas, a Albiceleste nunca havia terminado o primeiro tempo de uma final de Copa sem dar um único chute a gol.
A noite argentina, que já era difícil, complicou-se ainda mais aos 43 minutos, quando o zagueiro Lisandro Martínez precisou sair lesionado, forçando a entrada do veterano Nicolás Otamendi.
No segundo período, o jogo ganhou contornos dramáticos e catimbeiros. A Argentina se segurava como podia, respaldada pela solidez de Cristian Romero e pelas defesas de Emiliano "Dibu" Martínez. Porém, o balde de água fria veio nos acréscimos, Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, obrigando os sul-americanos a jogar toda a prorrogação com um homem a menos.
Aproveitando a superioridade numérica, a Espanha sufocou o adversário no tempo extra. O gol da consagração veio logo no início do segundo tempo da prorrogação. Ferran Torres, que havia saído do banco para substituir Oyarzabal ainda no tempo regulamentar, foi o herói da noite ao vencer Dibu Martínez. Houve um breve momento de suspense enquanto o VAR revisava o lance, mas a validação do gol acendeu a festa espanhola nas arquibancadas de Nova Jersey.
Valente, a Argentina tentou se lançar ao ataque nos minutos finais, buscando o milagre através do coração e do talento de Messi. A Espanha, no entanto, mostrou maturidade, controlou o relógio com inteligência e assegurou o topo do mundo pela segunda vez em sua história.
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