Palavra do Leitor

Brasil x Argentina
‘Argentina busca virada épica, elimina Inglaterra e vai à final da Copa do Mundo’ (www.dgabc.com.br). Nunca entendi muito bem esse antagonismo demonstrado por brasileiros contra os argentinos. Parece que durante os torneios como as Copas do Mundo e insuflado pela mídia, essa rivalidade aumenta exponencialmente, sendo nossos vizinhos tratados por alguns, pasmem, até como inimigos. Não sei onde ou quando isso teve origem, mas essa rixa hoje demonstra somente nossa inveja e frustração diante de um país que tem um presidente e uma seleção de futebol e nós não possuirmos nem uma coisa nem outra.
Vanderlei Retondo
Santo André
Tarifaço dos EUA – 1
‘Tarifaço de Trump deve atingir 36,5% das exportações do agro brasileiro’ (www.dgabc.com.br). Se Donald Trump, com sua postura assertiva contra o comércio internacional, tenta (mas não vai conseguir) criar o caos, o Brasil, apesar de lamentar a nova taxação de 25% – que pode chegar a 37,5% – aplicada pelo governo americano sobre produtos brasileiros, vai muito bem no comércio bilateral com a China. Prova disso é a expansão das exportações e importações entre janeiro e junho deste ano, período em que a corrente de comércio cresceu 28,2%, atingindo um total de US$ 106,7 bilhões. Desse montante, US$ 41,9 bilhões correspondem às vendas da China para o nosso país (uma alta de 23,2%), enquanto os outros US$ 64,8 bilhões representam as vendas do Brasil para a China (um crescimento de 31,8%), gerando um excelente superávit de US$ 22,9 bilhões para os brasileiros. Por outro lado, as exportações dos EUA para o Brasil, entre janeiro e junho deste ano, caíram 12,5%, somando US$ 19 bilhões. Já as vendas do nosso país para os americanos, nesse mesmo período, tiveram queda de 13%, totalizando US$ 17,4 bilhões, o que nos deixou com um déficit de US$ 1,6 bilhão. Devemos sempre lembrar que Donald Trump taxou nossas exportações mesmo sabendo que, nos últimos dez anos, infelizmente acumulamos um déficit crônico nesse comércio bilateral com os EUA de US$ 90 bilhões (pouco mais de R$ 450 bilhões). Como do governo Lula, por falta de lucidez diplomática, não se pode esperar nada de eficaz em relação às negociações com Washington, resta torcer para que os nossos determinados empresários continuem expandindo, com sucesso, o comércio bilateral com outros países, para cobrir a lacuna criada por Trump.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)
Tarifaço dos EUA – 2
Existe um risco de guerra comercial com os EUA, que não pode ser ignorado: o Brasil não possui o mesmo peso econômico nem a capacidade de negociação de países como China e Canadá para sustentar uma disputa comercial prolongada com os Estados Unidos. Por isso, a prioridade deveria ser a negociação, e não a escalada do conflito. Infelizmente, o governo Lula tem optado por um discurso de enfrentamento e vitimização, o que acaba mobilizando sua base política, mas não contribui para reduzir os prejuízos econômicos. Se as tarifas forem mantidas ou ampliadas, quem pagará a conta serão empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros. Independentemente das divergências políticas, uma guerra comercial tende a aumentar custos, reduzir investimentos e prejudicar a economia. Diante desse cenário, o interesse nacional recomenda diálogo e busca de soluções negociadas, em vez de um confronto cujo custo pode ser elevado para o Brasil.
Izabel Avallone
Capital
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