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História viva

19/07/2026 | 10:34
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A importância e o protagonismo do Grande ABC ao longo da história se consolidaram pela força da indústria e dos trabalhadores e pela diversidade da população, formada por pessoas que enxergaram na região um porto seguro para que pudessem construir as suas vidas. Os inestimáveis capítulos desta trajetória podem ser conhecidos não apenas pelos registros em livros ou documentos oficiais, mas também pela riqueza do patrimônio histórico e cultural, formado por edificações e outros monumentos que precisam ser preservados.

A manutenção destes marcos tem de ser encarada como a melhor opção para que os moradores – desta e das próximas gerações – possam compreender suas origens, reconhecer sua identidade e, assim, valorizar o legado que foi construído ao longo dos anos.

A vila ferroviária de Paranapiacaba é, sem dúvida, o principal símbolo do patrimônio histórico e cultural do Grande ABC. Possui acervos arquitetônico e urbanístico que ilustram da melhor forma possível períodos importantes da trajetória do País. Retratam desde as exportações de café para outros países até a consolidação da indústria, além da passagem de imigrantes que chegavam ao Porto de Santos e subiam a Serra do Mar em direção a São Paulo e ao Interior.

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Do ponto de vista turístico e educacional, a vila ainda é uma referência, mas não é preciso ter olhar muito apurado para verificar que há construções que precisam urgentemente de melhorias e outras demandas.

Paranapiacaba é o maior exemplo, mas não o único. Pelas sete cidades há igrejas, escolas, edifícios públicos, praças, estações ferroviárias ou antigas fábricas que remetem a fatos e pessoas que moldaram a identidade da região.

Quando um especialista renomado em preservação e conservação de patrimônios, como Antonio Luís Ramos Sarasá Martin, fala em “chacoalhar” a história do Grande ABC, ele certamente refere-se à criação de possibilidades de manter estes locais como exemplos de uma cultura viva. 

E isso passa pelo poder público, seja por ação direta ou buscando recursos no setor privado. Zelar é mais barato que restaurar. E a população agradece.




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