
A final da maior e mais cara Copa do Mundo de todos os tempos, entre Espanha e Argentina, apresentou uma série de problemas horas antes de a bola rolar. A segurança foi reforçada em decorrência da presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que provocou imensas filas do lado de fora do MetLife Stadium. O Serviço Secreto dos EUA coordenou o controle do acesso ao estádio.
A arena, localizada em East Rutherford, Nova Jersey, abriu às 9h (horário local) para funcionários, voluntários e jornalistas, seis horas antes da partida. Nos outros jogos, o acesso foi liberado quatro horas antes do início. Para a torcida, os portões foram abertos às 11 horas.
Procurada, a Fifa não respondeu aos contatos da reportagem. A partir das 8 horas, já era gigantesca a fila formada no estacionamento do estádio. Era difícil perceber onde começava e terminava a multidão de pessoas enfileirada.
As orientações eram confusas e nem os voluntários sabiam para onde tinham de ir. Eles foram chamados às pressas e correram para a entrada correta. Com poucos profissionais, o tradicional raio-x foi mais demorado e minucioso.
Seguranças abriram as mochilas dos jornalistas e pediram que todos os equipamentos eletrônicos - computador, tablet ou celular - fossem retirados e ligados, além de pedirem também que as carteiras fossem entregues. Depois de escaneadas as mochilas, mais adiante, um profissional do Serviço Secreto dos Estados Unidos fazia a revista até, enfim, liberar o acesso. Milhares de profissionais esperaram horas para entrar, incluindo campeões mundiais, como do ex-volante Dunga, que tem comentado as partidas do Mundial pela emissora mexicana Telemundo Deportes.
Também houve queixas de torcedores. Orientados a chegar mais cedo ao estádio, alguns deles tiveram problema no leitor digital do ingresso, o que causou demora no acesso. Outros torcedores reclamaram da falta de informação e na desorganização para direcionar as pessoas aos seus assentos.
Donald Trump estará na final da Copa do Mundo para assistir a Argentina x Espanha, domingo, no MetLife Stadium, conforme disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Ele vai entregar a taça à seleção campeã, repetindo o que fez no Mundial de Clubes, há um ano.
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