Investimento Central de inteligência de São Caetano atendeu 41.668 ocorrências e ajudou a capturar 213 foragidos da Justiça
FOTO: André Henriques/DGABC

O Smart Sanca, sistema de monitoramento de São Caetano, completa um ano de operação neste domingo (19) com planos para uma nova etapa de expansão. Entre as iniciativas previstas estão a instalação de uma segunda unidade no Parque Linear, na Avenida Presidente Kennedy, ainda sem prazo definido, o desenvolvimento de um aplicativo próprio para aproximar a população da central e a ampliação do sistema de videomonitoramento, com novas câmeras integradas e tecnologias de inteligência artificial.
De acordo com a Prefeitura, a futura base terá estrutura mais compacta, mas contará com as mesmas funcionalidades da central principal, ampliando a presença operacional do sistema em uma das regiões mais movimentadas do município e reduzindo o tempo de resposta das equipes nas ocorrências.
“A população vai poder acompanhar mais de perto o funcionamento do equipamento. Será uma forma de dar transparência ao trabalho realizado e ampliar ainda mais a integração com a cidade”, pontuou o coordenador do Smart Sanca, Cesar Wendel.
Desde a inauguração, o Smart Sanca registrou 41.668 ocorrências por meio do telefone 0800 7000 156, canal que centraliza chamados relacionados à segurança, saúde, trânsito, fiscalização municipal, entre outros.
Wendel explica que o número não representa apenas ocorrências policiais, mas todo o atendimento emergencial concentrado na central.
“O prefeito Tite Campanella (Republicanos) reuniu todos esses serviços em um único canal. Antes, a pessoa precisava ligar para vários números diferentes. Hoje, ela aciona o 0800 7000 156 e a central faz toda a triagem, direcionando os recursos necessários. Se precisa de ambulância, trânsito, GCM (Guarda Civil Municipal) ou Defesa Civil, tudo pode ser direcionado daqui”, esclareceu.
A proposta de integração é um dos pilares do programa, que reúne no mesmo espaço operadores de videomonitoramento, policiais militares, guardas civis municipais, profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Defesa Civil, trânsito e equipes de inteligência. Ao todo, 84 colaboradores atuam em regime ininterrupto, 24 horas por dia.
BALANÇO
Entre os resultados do primeiro ano está a captura de 213 foragidos da Justiça até 14 de julho deste ano. O sistema utiliza câmeras inteligentes integradas a bancos de dados como Muralha Paulista, Córtex e Alerta Brasil, da Polícia Rodoviária Federal.
Segundo a Prefeitura, a identificação de um procurado ocorre entre três e cinco segundos após a passagem diante das câmeras equipadas com reconhecimento facial. O alerta é enviado à central, validado pelos operadores e repassado às equipes de campo para abordagem.
“São pessoas que deveriam estar presas e estavam circulando pela cidade. Já capturamos 213 foragidos graças ao sistema. Além disso, trouxemos mais inteligência para o equipamento. Hoje não monitoramos apenas veículos, mas também pessoas por meio do reconhecimento facial”, disse Wendel.
Além das prisões, o Smart Sanca auxiliou na localização de 15 pessoas desaparecidas e na apreensão de nove veículos clonados.
De acordo com o coordenador, o sistema também desempenha papel importante em ocorrências sociais. Um dos casos lembrados por ele foi o desaparecimento e localização de uma idosa na cidade.
“Quando chegaram as informações corretas na central, com características detalhadas, nossos operadores conseguiram localizá-la em menos de 15 minutos. O filho dela nem havia chegado em casa quando ligamos avisando que a mãe já tinha sido encontrada”, relatou Wendel.
Quando foi inaugurado, o Smart Sanca operava com 473 câmeras. Um ano depois, o sistema chegou a 710 equipamentos espalhados pela cidade.
“O criminoso entendeu que, se vier para São Caetano, ele vai ser identificado. Pode ser preso em flagrante ou posteriormente, durante a investigação”, ressaltou o coordenador do Smart Sanca Cesar Wendel.
Entre os casos de maior repercussão do período está o atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado em 27 de junho deste ano na cidade.
Segundo o coordenador, a central teve papel importante no trabalho de inteligência que auxiliou as investigações conduzidas pelas forças policiais.
“Conseguimos traçar o perfil da motocicleta utilizada no crime, identificar por onde ela entrou, por onde saiu e os horários. Também verificamos a participação de outro veículo que acompanhava a rotina do tenente desde fevereiro. Esse trabalho ajudou a direcionar as investigações e contribuiu para a identificação dos envolvidos”, disse.
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