Política Titulo Eleições 2026

Dezessete partidos já têm a data da convenção estadual

Prazo legal para escolha dos nomes que estarão nas urnas no pleito de outubro começa amanhã

Felipe Delmondes Especial para o Diário
18/07/2026 | 17:34
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Mais da metade dos partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já definiram as datas de suas convenções estaduais em São Paulo. Ao todo, 17 das 30 legendas aptas a disputar as eleições de 2026, marcadas para outubro, já divulgaram quando realizarão seus encontros, responsáveis por oficializar decisões internas, aprovar alianças e homologar as candidaturas que serão registradas para o pleito.

O período oficial das convenções começa amanhã e se estende até 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral. Até o momento, o último encontro confirmado no Estado está marcado para 2 de agosto, mas outras legendas ainda devem anunciar seus cronogramas nos próximos dias.

A principal expectativa no Grande ABC é sobre a convenção da federação PSDB-Cidadania, que reúne duas das maiores lideranças políticas da região: o deputado federal Alex Manente, presidente nacional do Cidadania, e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra, que comanda o diretório paulista dos tucanos. A data do encontro deve ser definida até o fim desta semana.

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As convenções partidárias representam uma das etapas mais importantes da organização eleitoral. É durante esses encontros que partidos e federações deliberam sobre a participação nas eleições, aprovam as atas exigidas pela Justiça Eleitoral e formalizam decisões que servirão de base para o registro das candidaturas, cujo prazo termina em 15 de agosto.

A abertura do calendário das convenções paulistas se dará amanhã, com os encontros da Federação União Progressista, da Federação Renovação Solidária e do MDB. Em 25 de julho, será a vez do PL e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

Na sequência, PSD, Psol e UP realizam seus encontros em 26 de julho. O PSB fará sua convenção em 30 de julho, enquanto o PSTU se reunirá no dia 31. Já em agosto, Missão e Republicanos promovem suas convenções em 1º de agosto, e o Podemos – presidido em São Paulo pelo prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima – encerra, até o momento, o calendário divulgado, com agenda marcada para 2 de agosto.

Entre as legendas que já anunciaram suas datas estão partidos que ocupam posições de destaque nos cenários estadual e nacional. O Republicanos é a sigla do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O PL reúne uma das principais forças de oposição ao governo federal, enquanto a Federação Brasil da Esperança tem como principal partido o PT, legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No Grande ABC, seis dos sete prefeitos são filiados a partidos que já divulgaram a data de suas convenções estaduais. Além de Marcelo Lima, do Podemos; Guto Volpi, de Ribeirão Pires, integra o PL; Tite Campanella (São Caetano), pertence ao Republicanos; Akira Auriani (Rio Grande da Serra) é filiado ao PSB; Marcelo Oliveira (Mauá), integra o PT, que compõe a Federação Brasil da Esperança; e Taka Yamauchi (Diadema) é do MDB.

O único prefeito da região cujo partido ainda não confirmou a data da convenção estadual é Gilvan Ferreira, de Santo André, filiado ao Cidadania. Ao todo, 13 convenções já foram anunciadas, contemplando 17 partidos, resultado da participação de algumas legendas em federações partidárias. As demais 13 siglas registradas no TSE seguem sem divulgar oficialmente as datas de seus encontros estaduais, que deverão ocorrer até o encerramento do prazo legal, em 5 de agosto.

PROPAGANDA

Candidatos registrados no TSE podem começar a pedir votos, divulgando o número de urna, em 16 de agosto, quando tem início a propaganda eleitoral geral nas ruas e na internet. O período de exibição do horário gratuito na TV e nas rádios, relativas ao primeiro turno, vai de 28 de agosto a 1º de outubro.

A partir de 6 de agosto começa o período de proibições à programação de emissoras de rádio e TV. É vedado transmitir imagens de pesquisas em formatos que identifiquem participantes ou manipulem dados; veicular propaganda política fora do horário reservado por lei; dar tratamento privilegiado a candidatos ou partidos; e exibir filmes, novelas ou programas satíricos que contenham alusões negativas ou positivas a candidatos.

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