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Fifa celebra menos cera com novas regras na Copa, mas ainda avalia a pausa de hidratação

18/07/2026 | 17:06
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O Grupo de Estudos Técnicos da Fifa (TSG, na sigla em inglês) apresentou dados sobre a Copa do Mundo de 2026 e comemorou o que avaliou como um torneio de sucesso. Uma das principais polêmicas, as pausas de hidratação, ainda não foram analisadas. O grupo é composto por ex-jogadores e treinadores.

Gilberto Silva é o único brasileiro entre os integrantes. Além dele, participaram da apresentação o técnico Arsène Wenger e os ex-jogadores Pascal Zuberbühler (Suíça), Michael O'Neill (Irlanda do Norte), Jurgen Klinsmann (Alemanha) e Pablo Zabaleta (Argentina). Os efeitos das novas regras, como reversão de tiro de meta em escanteio ou "suspensão" de um minuto para atendimentos médicos que interrompem a partida, foram destacados.

O tempo médio na cobrança de tiros de meta caiu de 30 segundos para 12 segundos entre os Mundiais de 2022 e 2026. A média de atendimentos médicos também caiu. Em 2022, foi registrado o dado de 2,3 por jogo. Neste Mundial, o número foi de 1,6 por jogo até aqui.

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Ainda não são contabilizadas a decisão pelo terceiro lugar e a final. "Os jogadores tentam enganar, o famoso fazer cera. Isso não é mensurável, mas (as novas regras) são eficazes. Melhorou o jogo. Não vemos acontecer da mesma forma", avaliou Arsène Wenger.

A apresentação não teve dados sobre como as pausas de hidratação afetaram as partidas. "Às vezes as pessoas não gostaram. Mas não achamos que mudou o resultado. Estamos aqui para servir às pessoas que assistem ao futebol.

Em alguns jogos, foi muito necessário. Vimos algumas diferenças na forma como cada partida foi gerenciada. Vamos analisar depois do fim da Copa", disse Wenger. O tema veio à tona em três perguntas feitas pelos jornalistas presentes.

As duas primeiras foram comentadas, mas a terceira foi vetada por causa da insistência no assunto. BLOCO BAIXO, GOLS FORA DA ÁREA E OUTRAS TENDÊNCIAS DA COPA DE 2026 O grupo de estudos da Fifa apontou para mais seleções utilizando blocos baixos, o que significa que os jogadores se concentravam mais no campo defensivo. O tempo com o time nessa configuração aumentou de 21% no Catar para 25%.

"O bloco baixo diminui a distância entre o último zagueiro e o goleiro. Especialmente no jogo de Marrocos contra a França, eles jogaram com um bloco muito baixo e pagaram muito caro por isso. Também há aspecto negativo", explica Wenger, relembrando a vitória francesa por 2 a 0 nas quartas de final.

Segundo a apresentação, essa tendência explica outra: o aumento de gols fora da área. Em 2022, os chutes de fora representaram 8% dos gols. O dado dobrou em 2026 e bateu 16%. "Estávamos curiosos para entender as alternativas que os times criavam para criar gols.

Muitos defendiam em bloco baixo, difícil de quebrar. O jogador que tenta arriscar de fora da área tem coragem. É uma receita para o futuro, especialmente no futebol de clubes, contra blocos baixos", diz Jurgen Klinsmann.

Um mapa de calor também mostrou como as equipes mudaram a forma de pressionar sem a bola. A tendência no Catar era que um atacante tentasse incomodar a saída da defesa do adversário. Em 2026, foi mais comum que dois jogadores exercitassem essa pressão.

"Essa estrutura em 4-4-2 faz os times ocuparem a maior parte do campo, especialmente no meio. Coloca os jogadores com controle do jogo. Uma vez que perdem a bola, precisam fazer uma pressão imediata para recuperar. Uma forma de defesa é a contra-pressão", comentou Gilberto Silva.

Wenger citou o norueguês Martin Odegaard como exemplo de apoio a Erling Haaland nessa função. "O segundo atacante é alguém que se adapta bem ao meio de campo também. Quando você fecha, o time tem de ocupar esse espaço. Isso é importante para não criar uma abertura ao adversário.

Odegaard trabalhou bem e é bom nesse aspecto. A estrutura é com dois jogadores centrais, mas um é mais flexível", disse. Espanha e Argentina, elogiadas durante a apresentação, decidem a Copa do Mundo neste domingo, no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos.




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