
A morte de Nicette Bruno, em dezembro de 2020, continua sendo um tema delicado para Beth Goulart. Em entrevista ao programa Na Pilha com Tati Bernardi, a atriz relembrou a perda da mãe e falou sobre como viveu o luto durante a pandemia da Covid-19.
Beth contou que, na época, estava escrevendo um livro sobre a morte do pai, Paulo Goulart, quando tudo mudou de forma inesperada. Segundo ela, Nicette estava bem de saúde antes de contrair a doença e, em apenas 21 dias, morreu.
- Em 21 dias, minha mãe partiu. Minha mãe estava ótima. Então, foi um susto a perda da minha mãe. Uma perda em que ela foi de uma forma isolada de nós. Eu não pude dar a ela a minha mão, meu abraço, meu afeto. Eu tive que fazer isso de uma forma energética.
Com a partida da mãe, o projeto literário tomou outro rumo. Inicialmente, a ideia era contar a história da família em duas vozes, com comentários de Nicette ao longo da narrativa. Após a perda, porém, a obra passou a abordar principalmente o processo de luto.
A atriz também comparou as despedidas dos pais. Enquanto Paulo Goulart enfrentou uma longa batalha contra o câncer, permitindo que a família acompanhasse cada etapa da doença, a morte de Nicette aconteceu de forma repentina, em meio às restrições impostas pela pandemia.
Beth ainda relembrou que, durante a internação, familiares não podiam visitar pacientes com Covid-19. Mesmo assim, ela e os irmãos conseguiram uma autorização para ver a mãe pela última vez, quando Nicette já estava inconsciente no CTI.
- Uma amiga minha chegou para mim e disse: Vai ver sua mãe! [E eu:] mas ela está intubada, ela está no CTI, não posso entrar. (...) Eu fui lá, me paramentei toda, eu e meus irmãos. Nós tivemos esse último contato com ela, mas ela já estava inconsciente.
Além das lembranças da despedida, a atriz falou sobre a corrente de oração que mobilizou nas redes sociais enquanto a mãe estava hospitalizada. Segundo ela, o objetivo era enviar amor e esperança não apenas para Nicette, mas também para todas as pessoas que enfrentavam a doença naquele momento.
- Eu propus que as pessoas fizessem um momento de oração. (...) A melhor coisa que a gente pode fazer nesse momento é dar energia para ela. Dar a nossa fé, dar o nosso amor, mandar energeticamente a nossa presença para ela.
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