Neste sábado (18) As declarações foram feitas durante o Encontro Nacional do Partido Novo, em São Paulo
FOTO: Roque de Sá/Agência Senado

O senador e pré-candidato do Novo ao governo do Ceará, Eduardo Girão, criticou neste sábado o possível apoio de setores da direita à Ciro Gomes (PDT), também pré-candidato ao governo estadual. Ele afirmou que a aliança poderá fortalecer um projeto nacional do pedetista para a eleição presidencial de 2030. As declarações foram feitas durante o Encontro Nacional do Partido Novo, em São Paulo.
Sem citar diretamente os partidos, Girão afirmou que legendas que "se dizem de direita" e "conservadoras" apoiam um candidato que, segundo ele, poderá beneficiar Ciro Gomes politicamente no futuro. O ex-ministro deve disputar o governo do Ceará em uma chapa formada por nomes do União Brasil e do PL.
"Tem turma que se diz de direita, que se diz conservadora, apoiando alguém que vai ser uma cobra para nos picar em 2030", afirmou. "Todo mundo sabe no Ceará que o Ciro Gomes, que é a esquerda raiz, tem projeto de Brasil. Por isso que a eleição do Ceará é muito importante."
Segundo Girão, a disputa estadual terá papel estratégico para impedir o fortalecimento desse projeto político. O senador disse que pretende liderar uma "resistência" no Estado e pediu apoio à sua pré-candidatura.
Durante o discurso, Girão também voltou a defender a pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à Presidência da República. Segundo ele, o partido deve concentrar esforços para ampliar a presença de Zema no País. "Nós temos que apostar todas as fichas no Romeu Zema, porque ele já mostrou que é capaz", afirmou.
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