
Um dos mais experientes do elenco da Espanha e titular da defesa ao lado de Cubarsí, o zagueiro Laporte admitiu temer que a arbitragem da final da Copa do Mundo de 2026 deste domingo, 19, seja permissiva com a "agressividade" da Argentina. Para ele, a equipe de Lionel Scaloni deixa "recados" desnecessários no torneio. Entre as quatro melhores seleções da competição, incluindo França e Inglaterra, que disputam o terceiro lugar, o time sul-americano é o que mais cometeu faltas, com 88, mas sem expulsões.
Para efeito de comparação, os ingleses têm 73 e perderam o zagueiro Quansah por duas partidas no mata-mata. Apesar da Espanha também ser um time relativamente faltoso, com 80 infrações, Laporte acredita que sua seleção é "nobre" e que não usa de agressões como estratégia. "Não somos esse tipo de jogadores, de fazer faltas 'loucas'.
Creio que somos uma equipe bastante nobre e é isso que temos que fazer na partida, mas é verdade que depende muito da arbitragem", disse. Para o zagueiro, o problema não seria a agressividade em si, por ser parte do futebol, mas da arbitragem, supostamente, não estar punindo a Argentina como pensa que deveria. "Nas últimas partidas, temos visto coisas que nos surpreenderam muito, que se deixam passar, sobretudo sempre com a Argentina" disparou.
"É um time que deixa muitos recados, e isso pode te desestabilizar. Acredito que seja parte do trabalho do árbitro controlar essas coisas. Se um jogador pode fazer aquilo, ou dois, vai ser um descontrole", completou o jogador do Athletic Bilbao.
O lance mais emblemático de reclamações como a de Laporte aconteceu logo na primeira rodada da Copa do Mundo, e foi com Lionel Messi. Aos 30 minutos da etapa inicial, o craque acertou as travas da chuteira na panturrilha de Mandi, zagueiro da Argélia. Para o comentarista de arbitragem do Estadão, Paulo Caravina, ele deveria ter sido expulso, mas seguiu no jogo.
O escolhido da Fifa para comandar o jogo é o esloveno Slavko Vincic, que não apitou nenhum jogo de Espanha ou Argentina. Ele esteve à frente do empate do Brasil com Marrocos no Grupo C e, depois, arbitrou em Jordânia 1 x 2 Argélia pelo Grupo J e México 2 x 0 Equador na segunda fase.
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