
França e Inglaterra sobem ao gramado do Hard Rock Stadium neste sábado, às 18h, em Miami, nos Estados Unidos, para a definição do terceiro lugar da Copa do Mundo. Além de uma vaga no pódio, a partida pode definir a artilharia do Mundial. Três dos quatro principais goleadores do torneio entram em campo para a disputa do bronze de olho na chuteira de ouro.
Com oito gols na Copa do Mundo, o craque francês Kylian Mbappé tende a concentrar os holofotes no confronto com os ingleses. Empatado com Lionel Messi na artilharia da competição, ele terá a chance de ultrapassar o craque argentino e assumir a ponta pelo posto de goleador do torneio. A Argentina entra em campo neste domingo, às 16h, para a grande final contra a Espanha, em Nova Jersey.
Apesar de estarem empatados na artilharia do torneio, é Messi quem está à frente na corrida pelo prêmio da Chuteira de Ouro. Isso porque o critério de desempate é o número de assistências. O argentino tem quatro, enquanto o Mbappé tem três.
Em caso de igualdade, o segundo critério de desempate é o tempo de jogo. Ou seja, o jogador que atuou por menos minutos conquista o prêmio, devido à sua maior eficiência. Neste quesito, o francês leva vantagem. Mbappé pode ultrapassar Messi não apenas na artilharia desta edição da Copa do Mundo, mas também na lista de maiores goleadores da história do torneio.
O argentino soma 21 gols em Mundiais, apenas um a mais que os 20 do francês. Pelo lado dos ingleses, o atacante Harry Kane e o meio-campista Jude Bellingham estão empatados com seis gols cada na Copa e vão precisar viver uma tarde inspirada em Miami se quiserem alcançar Messi e Mbappé. ADEUS DE DESCHAMPS A partida também irá marcar o adeus de Didier Deschamps do comando da seleção francesa.
O técnico de 57 anos está no cargo há 14 anos e conquistou a Copa do Mundo em 2018, repetindo o feito que só Mário Jorge Lobo Zagallo e Franz Beckenbauer tinham conseguido: ser campeão mundial como treinador e jogador. Ele estava em campo quando a França derrotou o Brasil na decisão de 1998 e conquistou seu primeiro troféu. "Nos últimos 15 anos tive o privilégio de viver momentos maravilhosos.
Agora chegou ao fim, mas sei que também será um futuro muito bom. A França me deu o mais lindo que já aconteceu na minha vida pessoal", disse o francês, em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira. Ele deve ser substituído por Zinedine Zidane após o Mundial.
Deschamps admitiu que não gostaria de jogar a disputa de terceiro lugar - especialmente após o vice para a Argentina em 2022, no Catar. Porém, ele afirma que sente a "responsabilidade" de motivar os jogadores a não adotar uma postura blasé e brigar pelo bronze na Copa. "Os ingleses não queriam jogar, nós também não queríamos, mas é uma meta.
No último jogo, a Espanha jogou mais que a gente, mas também houve alguns erros, mas também jogamos bem, parte da culpa é nossa a nível técnico, mas os espanhóis tinham um time de alta qualidade. Nós tínhamos várias metas, agora temos este objetivo e depois temos férias", afirmou Deschamps. A tendência é o treinador fazer mudanças em relação à equipe que entrou em campo na derrota por 2 a 0 para a Espanha, nas semifinais.
Existe a possibilidade de até cinco alterações, com as entradas dos zagueiros Lacroix e Konaté, do lateral-esquerdo Theo Hernández, dos meias Manu Koné, Warren Zaïre-Emery e Ryan Cherki e do atacante Bradley Barcola. EM BUSCA DA REDENÇÃO Diferentemente da França, que pouco pôde fazer diante do domínio espanhol nas semifinais, a Inglaterra chegou a sentir o gosto da classificação diante da Argentina, mas viu a vaga na final, que não vem há 60 anos, escapar após uma virada dolorosa dos argentinos, rivais históricos e que vão disputar mais uma final.
O técnico Thomas Tuchel foi bastante criticado após a derrota. O alemão foi considerado o principal culpado pela eliminação por fazer substituições que deixaram a Inglaterra nas cordas por mais de 30 minutos de jogo. Após a partida, visivelmente irritado, o treinador questionou a disputa do terceiro lugar.
"Nenhum dos nossos jogadores e nenhum dos jogadores franceses quer disputar essa partida", disse Tuchel aos repórteres após a derrota. "Eles querem disputar a final. Demos tudo de nós para chegar lá. Todo mundo joga para ganhar a Copa do Mundo, mas é assim que as coisas são.
Temos um dia a menos de recuperação do que a França, mas vamos encarar isso com profissionalismo." Assim como a França, a Inglaterra deve ter alterações na escalação, com foco na defesa. Konsa deve retomar a titularidade na zaga, enquanto Nico O'Reilly volta à lateral-esquerda.
Destaque contra a Argentina, o polivalente Djed Spence deve ser deslocado para a lateral-direita, enquanto Morgan Rogers pode ganhar chance no meio-campo. Quem vencer o confronto receberá 29 milhões de dólares em premiação (R$ 148 milhões), em comparação com os 27 milhões de dólares destinados ao perdedor (R$ 138 milhões). FICHA TÉCNICA FRANÇA X INGLATERRA FRANÇA - Maignan; Koundé, Konaté, Lacroix e T. Hernández; Manu Koné, Zaïre-Emery e Cherki, Olise e Doué; Mbappé.
Técnico: Didier Deschamps. INGLATERRA - Pickford; Spence, Konsa, Guéhi e O'Reilly; Rice, Anderson, Rogers, Bellingham e Gordon; Kane ÁRBITRO - Jesús Valenzuela (Venezuela) HORÁRIO - 18h (horário de Brasília) ONDE ASSISTIR - CazéTV (Youtube) LOCAL - Hard Rock Stadium, em Miami (Estados Unidos)
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