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Argentina busca virada épica, elimina Inglaterra e vai à final da Copa do Mundo

Enzo Fernández e Lautaro Martínez decidem nos minutos finais, e os sul-americanos garantem vaga para enfrentar a Espanha na decisão do Mundial

Fabio Junior
Especial para o Diário
15/07/2026 | 18:29
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FOTO: Reprodução/X Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Argentina está na final da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva. Em uma semifinal emocionante disputada na última quarta-feira (15) no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos, os sul-americanos mostraram mais uma vez a capacidade de superação nos momentos cruciais, viraram sobre a Inglaterra por 2 a 1, com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, e garantiram um lugar na decisão contra a Espanha, marcada para domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova York. Os hermanos têm a chance de igualar Alemanha e Itália e entrar para o seleto grupo de tetracampeões mundiais.

Os sul-americanos vão disputar a terceira final nos últimos 12 anos. Em 2014, no Brasil, ficaram com o vice, enquanto que em 2022, no Catar, foram campeões. É a sétima decisão de Mundial do país, a exemplo dos brasileiros.

A partida começou com muita intensidade e tensão. Os ingleses pressionaram desde os primeiros minutos, dificultando a saída de bola da Albiceleste, que encontrou alguns problemas para manter a posse e abusou dos lançamentos longos. 

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O duelo era marcado por muitas faltas e discussões, incluindo um princípio de confusão entre Leandro Paredes e Jude Bellingham. Mesmo assim, os argentinos quase abriram o placar em chute de Enzo Fernández, enquanto Messi arrancou aplausos ao driblar cinco marcadores antes de sofrer falta dura de Elliot Anderson.

Na segunda etapa, os europeus transformaram o domínio em vantagem. Aos nove minutos, Morgan Rogers cruzou com precisão para Anthony Gordon aparecer livre e empurrar para a rede, colocando os Three Lions na frente. A partir daí, a equipe de Thomas Tuchel recuou as linhas e apostou na forte organização defensiva para tentar sustentar o resultado.

A reação do time de Scaloni foi construída na base da insistência. Primeiro, Jordan Pickford fez defesa espetacular em cabeçada de Nico González e, pouco depois, Mac Allister acertou a trave, deixando o duelo emocionante. 

O empate finalmente saiu aos 39 minutos. Após assistência de Messi, Enzo Fernández soltou a bomba de fora da área, sem qualquer chance para Pickford. 

Quando a prorrogação parecia inevitável, Messi mostrou, já nos acréscimos, a qualidade inquestionável. O maior assistente da história das Copas do Mundo, com 12 passes para gols, levantou na medida para Lautaro Martínez, que cabeceou firme para decretar a virada histórica e colocar os hermanos em mais uma final de Mundial. 

Autor do último tento, Martínez, que já havia fechado o placar nos 3 a 1 diante da Suíça nas quartas de final, destacou o apoio de seus familiares para não desistir de lutar. “É uma loucura essa equipe. Minha mãe jamais deixou de me oferecer tudo pelo futebol. Esse gol vale mais que uma final, ver meus filhos aqui, que mudaram minha vida”, comentou. 

Já o técnico Lionel Scaloni destacou o poderio argentino. “Somos únicos, e não digo isso com arrogância. Mostramos, acima de tudo, que sentimos o que a torcida sente.”

Kane lamenta revés; Tuchel assume culpa

A eliminação deixou sentimento de frustração entre jogadores e comissão técnica da Inglaterra. Após o apito final, o atacante Harry Kane e o técnico Thomas Tuchel reconheceram os erros da equipe e assumiram toda a responsabilidade pelo resultado. 

Capitão e artilheiro da seleção na Copa do Mundo, com seis gols, o jogador destacou que o elenco teve bom desempenho em grande parte de confronto, mas admitiu que não suportou toda a pressão exercida pela Argentina na reta final da partida. “(Quero) Me desculpar com todos. Tentamos nos segurar, mas neste nível, isso não foi o suficiente. Trabalhamos muito para estar aqui”, comentou. 

O treinador alemão também fez uma análise sincera da atuação inglesa. “Estou desapontado. Ficamos passivos, até tivemos chances e não transformamos em gols, só conseguimos cruzamentos. Nada de chances em chutes. A gente estava perto, mas não conseguiu manter o nível”, disse.

O profissional reconheceu que as mudanças promovidas no segundo tempo não funcionaram como o esperado e afirmou ainda que a equipe ficou excessivamente recuada. “É responsabilidade do técnico, mas é fácil falar das substituições quando não ocorre algo positivo. Se a gente não tem a bola, não consegue atacar”, falou. 

Apesar da derrota, o comandante elogiou a postura do elenco ao longo da campanha no Mundial e ressaltou que a Inglaterra esteve perto de alcançar a decisão.




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