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Ouro fecha em queda com Oriente Médio apesar de PPI dos EUA mais fraco

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para agosto encerrou em queda de 0,44%, a US$ 4.051,8 por onça-troy

15/07/2026 | 14:50
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O ouro operou em queda na sessão desta quarta-feira (15) com o mercado avaliando a continuidade das ofensivas no Oriente Médio, apesar de dados sobre a economia dos Estados Unidos reforçarem a leitura de alívio nas pressões inflacionárias da véspera.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para agosto encerrou em queda de 0,44%, a US$ 4.051,8 por onça-troy, enquanto a prata para setembro recuou 2,83%, a US$ 57,433 por onça-troy.

O ouro opera com perdas desde o início do dia, revertendo parte dos ganhos do dia anterior. Diante de uma nova rodada de ataques entre Washington e Teerã, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que vai continuar ampliando ataques contra o Irã nos próximos dias, avançando para instalações de eletricidade do país.

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O ouro diminuiu as perdas, no entanto, após o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos recuar mais que o esperado na comparação anual e cair de acordo com o esperado no mês. Para a Capital Economics, os resultados compram tempo ao Fed (Federal Reserve) antes de uma decisão de aperto monetário. Entretanto, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que tanto o PPI quanto o CPI, de terça-feira, 14, são "imperfeitos".

Para o Nomad, no entanto, o alívio pontual da inflação já foi revertido, com as novas tensões no Oriente Médio e a retomada da alta do petróleo. "A pressão de custos tende a reaparecer nos próximos PPIs, o que deve reforçar a cautela do Fed diante do risco de repasse dessas pressões à inflação ao consumidor", afirma.

Assim, a ANZ acredita que o metal dourado pode recuar para perto do patamar de US$ 3.500 caso as expectativas de aperto monetário pelo Fed se mantiverem firmes. "O ouro provavelmente vai permanecer sob pressão até que os preços mais baixos revigorem os fluxos de investimento do varejo e institucionais e a demanda por joias".

*Com informações de Dow Jones Newswires

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