
A Argentina tem demonstrado desgaste físico após disputar duas prorrogações, na segunda fase e nas quartas de final da Copa do Mundo, e isso pode levar o técnico Lionel Scaloni a promover mudanças na escalação para a semifinal desta quarta-feira, contra a Inglaterra, em Atlanta. "Já tenho a equipe, mas ainda vou passá-la aos jogadores. Pode haver mudanças", disse o treinador, em entrevista coletiva nesta terça-feira, no Mercedes-Benz Stadium, palco do confronto.
Segundo a imprensa argentina, as alterações podem ocorrer no meio de campo. Scaloni teria identificado dificuldades no setor, que foi formado por Paredes, De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández nas duas últimas partidas. Lo Celso e Nicolás González aparecem como opções.
Apesar disso, o treinador negou que sua equipe enfrente problemas físicos. "É lógico que, em uma semifinal, às vezes o cansaço fica em segundo plano. De qualquer maneira, quem não estiver em condições não vai jogar. Jogará quem estiver bem.
Hoje todos estão bem. É uma partida em que não podemos ter inferioridade física. Precisamos estar no máximo nível. Qualquer fadiga fica em segundo plano. Todos estão disponíveis, e isso é o que temos", afirmou. Scaloni também fez questão de destacar, mais de uma vez, a importância de a Argentina disputar mais uma semifinal de Copa do Mundo.
Atual campeã mundial, a seleção tenta chegar à sua segunda final consecutiva e à terceira nas últimas quatro edições do torneio. "Estamos muito motivados e extremamente agradecidos aos jogadores por disputarem outra semifinal de Copa do Mundo. É preciso dar um enorme valor ao que conseguimos.
Vamos tentar, com toda a nossa força, chegar a mais uma final. Quando vemos as seleções que ficaram pelo caminho, entendemos o tamanho do que fizemos. Há muitas equipes boas que não conseguiram chegar até aqui", disse. O treinador afirmou ainda que, se há um mês e meio lhe dissessem que a Argentina chegaria à semifinal, mesmo depois de confrontos complicados contra Cabo Verde, Egito e Suíça, teria aceitado o cenário sem hesitar.
Scaloni também comentou a rivalidade com a Inglaterra e as referências frequentes à Guerra das Malvinas, conflito travado entre argentinos e britânicos em 1982 pela disputa do arquipélago no Atlântico Sul. O treinador pediu que os temas não sejam misturados. "É uma partida de futebol.
Sobre o que aconteceu tantos anos atrás, não podemos fazer muita coisa. Foi uma realidade triste. Mas isto é uma partida de futebol. Vivemos em um mundo em que vemos guerras acontecendo em outras partes do planeta e as condenamos.
Como argentinos, é natural que tenhamos na memória aqueles que perderam a vida naquele conflito. Isso é lógico. Mas que culpa têm os jogadores que estarão em campo agora? Misturar essas coisas seria um erro", afirmou.
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