
O árbitro brasileiro Raphael Claus se pronunciou pela primeira vez nesta terça-feira, 14, após a polêmica na Copa do Mundo envolvendo a expulsão de Folarin Balogun, jogador dos Estados Unidos, que depois foi revogada. O juiz chegou a ser atacado pelo presidente norte-americano Donald Trump e pela Casa Branca pela decisão em campo, mas recebeu o apoio da Fifa, Conmebol, CBF e Federação Paulista de Futebol. "Sou muito grato a Deus por me permitir viver, mais uma vez, esse sonho.
Minha gratidão às instituições que tenho a honra de representar pela confiança e pelo apoio. A minha família, que é meu alicerce, minha força e meu porto seguro. Obrigado a todos que dedicaram um tempo para me enviar uma mensagem tanto nos momentos de alegria quanto nos desafios.
Meu muito obrigado!", escreveu o árbitro em publicação em seu perfil pessoal no Instagram. Na partida da segunda fase, Balogun foi expulso depois de pisar com as travas da chuteira no tornozelo de Tarik Muharemovic. Após auxílio do VAR, Claus aplicou cartão vermelho para o jogador.
No entanto, o árbitro foi alvo de um "dossiê" do governo Trump para que a decisão fosse revertida. Após análise do Comitê Disciplinar da Fifa, a suspensão foi anulada e o jogador pôde disputar o jogo das oitavas de final contra a Bélgica, que marcou a eliminação da seleção norte-americana da Copa. Claus integra o quadro de árbitros da Fifa desde 2015.
Além da polêmica partida entre Estados Unidos e Bósnia, ele comandou a goleada da Espanha sobre a Arábia Saudita por 4 a 0 na fase de grupos desta Copa. Este foi o segundo Mundial do juiz, que estreou no Catar, em 2022.
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