O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu que o senador Cid Gomes (PSB-CE) disputará a reeleição ao Senado Federal pelo Ceará. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 14, pelo governador do estado Elmano de Freitas (PT), após reunião no Palácio da Alvorada. O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) será o primeiro suplente.
Participou da reunião o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais), o senador Camilo Santana (PT-CE), o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e Cid Gomes.
Cid Gomes vinha descartando a candidatura desde o início do ano. O senador chegou a declarar apoio público à candidatura do deputado federal Júnior Mano para a vaga. Nas últimas semanas, porém, passou a admitir a possibilidade de tentar a reeleição, caso o deputado desistisse da disputa.
A candidatura de Cid era a preferida por aliados do governador Elmano de Freitas, que busca a reeleição.
Elmano, aliás, concorrerá contra Ciro Gomes (PSDB) pelo executivo estadual. Ciro e Cid são irmãos e ex-aliados políticos. Eles romperam em 2022, durante a escolha do candidato do PDT ao governo do Ceará. Ciro defendia o nome do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio; Cid apoiava a então governadora Izolda Cela, que assumira o cargo após a saída de Camilo Santana para concorrer ao Senado. Em votação no diretório estadual do PDT, Roberto Cláudio venceu Izolda (preferida nas pesquisas à época) e foi escolhido candidato ao governo do Estado.
A decisão levou o PT, então aliado histórico do PDT no Ceará, a romper a coligação. No mesmo dia em que a candidatura de Roberto Cláudio foi lançada oficialmente, o PT confirmou o nome de Elmano de Freitas para a disputa, dividindo o grupo político dos irmãos. Ciro e Cid não se falam desde agosto de 2022.
Falta ainda definir duas vagas na chapa majoritária: a segunda indicação ao Senado e o nome que disputará a vice-governança. A vice-governadora atual, Jade Romero (PT), disputará a eleição para deputada estadual. Segundo Elmano, cada partido aliado terá direito a uma escolha na chapa. O próximo passo será indicar a outra vaga ao Senado. A expectativa é que seja oferecida a um aliado de partido de centro para ampliar a aliança em torno da reeleição de Elmano.
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