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Motoristas criticam falta de flexibilidade no sistema free flow no SAI

Condutores acreditam que muitos não se adaptarão à cobrança automática e correrão o risco de multa; caminhoneiros podem obter vantagem na tarifa

14/07/2026 | 07:30
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O pedágio eletrônico sem parada para pagamento, conhecido como free flow, nas rodovias Anchieta e Imigrantes, passa a operar em 1º de agosto. Todas as cabines serão desativadas e a identificação dos veículos para cobrança da taxa será feita de forma automática, por meio de pórticos instalados no Km 33 da Anchieta e no Km 29 da Imigrantes, nos dois sentidos. Porém, alguns usuários ainda possuem dúvidas sobre o sistema e não concordam com a substituição de 100% da praça. 

O técnico de refrigeração da Baixada Santista, Sergio Luiz dos Santos, 51 anos, trafega pelo SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) com frequência para viagens a lazer e não concorda com a retirada de todas as cabines de pedágio. “Tinha que manter algumas, ter alguma flexibilidade. Prefiro lidar com uma atendente e há pessoas mais velhas sem afinidade com a tecnologia que podem ter dificuldade com o novo sistema. Tem gente que pode acabar passando na leitura automática sem perceber e não saber que precisa pagar e vai acabar pagando multa”, justifica.

O aposentado da Capital, Flavio Mancini, 65, aprova a mudança pela melhora na fluidez do trânsito, mas também acredita que o sistema de pagamento poderá causar desafios. “Vamos chegar mais rápido ao Litoral, isso é muito bom. Tenho tag instalada no veículo e o pagamento cai direto no meu cartão de crédito, só quem não tem precisa lembrar de pagar”, enfatiza.

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Os usuários que não possuem tag para cobrança automática no veículo terão a placa identificada pelo sistema e poderão efetuar o pagamento em até 30 dias após a passagem pelo pedágio. A quitação poderá ser feita pelos sites (www.sigafacil.sp.gov.br) e (www.pedagiodigital.com) ou em totens de autoatendimento que serão instalados em pontos ao longo das rodovias. O atraso no pagamento acarreta multa de R$195,23 e perda de cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). 

O motorista de aplicativo Daniel Florentino, 27, que faz corridas pelo Grande ABC, acredita que o novo sistema de cobrança vai ser mais prático para muitos, mas problemático para outros. “É melhor não precisar parar, mas na rodovia Dutra não deu muito certo. Além de as pessoas não entenderem o sistema, criminosos aproveitaram para enviar boletos falsos e dar golpes. Tem que ter uma comunicação muito clara e toda sinalização, e ainda assim seria melhor ter a opção de pagamento tradicional”, avalia. 

Florentino afirma não concordar com a automatização pelos empregos que podem ser perdidos. No entanto, a Ecovias, sistema que administra o SAI, informou que nenhum funcionário foi demitido. Os cobradores das praças de pedágio estão recebendo capacitação para atuarem em outras atividades. 

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TAXA

A tarifa, atualmente cobrada apenas no sentido Litoral, passará a ser aplicada nos dois sentidos da Serra, com metade do valor em cada trecho. Dos atuais R$ 40,60, serão cobrados R$ 20,30 na descida e R$ 20,30 na subida. A mudança beneficia principalmente os caminhões, já que a cobrança é feita de acordo com o número de eixos do veículo.

O caminhoneiro de São Bernardo, Leandro da Silva Barros, 41, explica a estratégia utilizada para economia na taxa. “Quando estamos indo ou retornando sem carga, suspendemos um ou mais eixos possíveis, já que o peso do caminhão está menor. Afinal, não pagamos pelos pneus que não encostam no chão”, conta. 

Com a redistribuição da tarifa entre os dois sentidos da Serra, o valor cobrado por eixo será reduzido de R$ 40,60 para R$ 20,30.




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