Luto Conhecidos lutam para que caso seja tratado como homicídio doloso
FOTO: André Henriques/DGABC

As famílias de Luana Carrilho da Silva, 32 anos, e Ana Luiza Carrilho Teixeira, 5, mãe e filha de Ribeirão Pires, fizeram a última despedida nesta quarta-feira (8), após o acidente que resultou na morte das duas na Rodovia Castello Branco, em Osasco, no domingo (5). Durante o ato fúnebre, os parentes usaram camisas com os rostos das vítimas e pediram justiça.
As moradoras ribeirão-pirenses estavam em um Renault Kwid, que foi atingido na traseira por um Honda Civic e, em seguida, incendiado. Além das duas, o companheiro de Luana, Eliandro Repeker, 36, também estava no Kwid e morreu no local.
O motorista do outro veículo, identificado como Gabriel Lima, 29, sofreu um corte na cabeça e posteriormente foi preso em flagrante. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o autor conduzia o veículo em alta velocidade e apresentava sinais de embriaguez. O caso foi registrado no 5° Distrito Policial de Osasco como homicídio culposo na direção veicular.
O aposentado e tio da Luana, Odivaldo Carrilho, 67, comentou que o momento é de buscar respostas e justiça para os familiares. “Nós perdemos uma parte de nós, ela era uma bênção, uma guerreira e tinha uma filha maravilhosa. Vamos ter que nos unir para cuidar bastante da parte mental dos familiares”, disse.
O barbeiro e irmão da vítima, Renan Henrique da Silva, 35, a família luta para que o registro de homicídio culposo seja revertido para o doloso. “Tudo muito complicado, infelizmente a justiça brasileira dá muita volta. O caso foi registrado como culposo, quando não há intenção, mas a partir do momento em que a pessoa bebe e assume a direção em alta velocidade, é um assassinato. Os policiais que fizeram a abordagem relataram que ele cheirava a álcool e tinha latas de cerveja no carro”, afirmou o irmão.
Segundo relatos dos familiares, Lima teria outros antecedentes criminais por outro acidente. “Não foi um acidente, foi uma imprudência e assumiu o risco. Estava em alta velocidade, fazendo zigue-zague pelos relatos dos agentes. Ficamos sabendo que ele já passou por exame por embriaguez no volante, não é a primeira vez”, falou o empresário e primo de Luana, Claudinei Carvalho, 43.
Luana trabalhava como instrumentista cirúrgica e fazia palestras e viagens para outros países para cursos. “Minha irmã era uma pessoa do bem, uma mãezona. Ajudava a cuidar de todo mundo e, no auge da carreira, vivendo o que lutou para conquistar. A Ana Luiza era um anjo, uma criança alegre, meiga e não tinha quem não ficasse apaixonado por ela”, concluiu Renan Henrique Silva.
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