Palavra do Leitor

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Decepção brasileira – 1
‘Só um jogador volta ao Brasil no voo fretado da CBF após eliminação na Copa’ (www.dgabc.com.br). Coitadinhos… Orlando, Ibiza. Vida difícil. E a CBF!? Voo fretado para meia dúzia e com pessoas que sabe-se lá o que foram fazer. Goleiro juvenil do Flamengo!? É muita máfia com o dinheiro do Brasil.
Acacias Paris do Instagram
Decepção brasileira – 2
‘Brasil é castigado por Haaland, perde e cai nas oitavas da Copa do Mundo’ (www.dgabc.com.br). O Brasil não perdeu apenas uma partida; escancarou uma crise de talentos e, sobretudo, de prioridades. O País do pentacampeonato já não intimida ninguém. Enquanto seleções de menor tradição no cenário mundial, como Cabo Verde e Senegal, mostraram organização, entrega e orgulho de vestir a camisa, nossa Seleção exibiu um futebol previsível e sem brilho. É preciso devolver o protagonismo a quem ama jogar. Cabelos estilizados, brincos e redes sociais pertencem ao mundo da imagem. Dentro de campo, continuam valendo bola no pé, disciplina e gols. A Copa também expôs outro problema: dirigentes seguem cercados de privilégios na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e na FIFA, enquanto o futebol brasileiro coleciona fracassos. Não adiantava acreditar em um milagre diante da Noruega. A derrota apenas confirmou o que vínhamos assistindo havia muito tempo. O Brasil ainda revela talentos. O que deixou de produzir foi uma Seleção à altura de sua história. Camisa pesa, mas não joga. Quem joga é planejamento, treino e compromisso.
Izabel Avallone - Capital
País polarizado
‘Flávio Bolsonaro escolhe amigo empresário para comandar comunicação da campanha’ (www.dgabc.com.br). Você pode não gostar do presidente Lula, não ser de esquerda ou discordar completamente do governo. Isso faz parte da democracia. Mas fechar os olhos para fatos apenas porque envolvem o seu grupo político não faz de ninguém um defensor da moralidade. Faz apenas de alguém seletivo na indignação. Quando um coordenador de campanha compra uma mansão de R$ 14,5 milhões, financiada por um banco público envolvido em investigações de um dos maiores escândalos financeiros recentes, e essa mansão passa a funcionar como QG eleitoral, o mínimo que se espera é transparência. De onde veio a capacidade financeira? Quais foram as garantias? Houve tratamento privilegiado? Essas perguntas precisam ser respondidas, independentemente do sobrenome ou da ideologia dos envolvidos. Vejo muitos repetindo que a grande luta é contra o “comunismo”. Não. A verdadeira luta deveria ser contra a hipocrisia, a ignorância e o fanatismo político. Quem exige rigor apenas para os adversários e relativiza suspeitas quando atingem seus aliados não combate a corrupção; apenas a utiliza como instrumento de disputa política. Moralidade não tem partido. Ética não muda de lado conforme a conveniência. Se queremos um País melhor, a régua precisa ser a mesma para todos. Afinal, quem realmente defende princípios não escolhe quais escândalos investigar e quais fingir que não existem.
Siomara Ferres - São Caetano
Reforma Tributária
‘Grande ABC acelera medidas para reforçar arrecadação antes da Reforma Tributária’ (www.dgabc.com.br). O mercado de trabalho brasileiro vem se movimentando de forma positiva, com contratações no trabalho intermitente, remunerando por horas ou até por dia de trabalho, em conformidade com a CLT, atendendo amplamente às partes envolvidas. Toda grande reforma há de ter os que ganham e os que perdem. Assim acontecerá com a reforma tributária, pauta do Diário, relativa aos estudos do impacto nas sete cidades, com destaque, neste momento, para a Prefeitura de Santo André, na busca da adequação. Termino com a frase: “Enquanto alguns choram, outros vendem lenços”. É uma frase simplista, mas que simboliza os dias atuais. Chamamos isso de oportunidade.
Ronaldo Duran - Santo André
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