
Após muita polêmica antes do jogo, a Bélgica dominou e goleou os Estados Unidos por 4 a 1, nesta segunda-feira, no Lumen Field, em Seattle (EUA), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O duelo foi marcado pela decisão da Fifa de anular o cartão vermelho de Folarin Balogun, atacante norte-americano punido durante os 16 avos de final contra a Bósnia e Herzegovina. Artilheiro da seleção da casa na competição, com três gols, o atacante Balogun teve atuação apagada diante dos belgas.
A decisão da Fifa contou com a participação do presidente Donald Trump, que ligou para o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, e foi baseada na aplicação do artigo 27 do Código Disciplinar. A punição aplicada pelo brasileiro Raphael Claus na quarta-feira foi revogada no domingo e causou grande confusão, inclusive com a Federação Belga de Futebol, que pediu a anulação da liberação, mas teve o pedido negado pela entidade máxima do futebol. Ao fim da partida, alguns personagens comentaram a situação.
O goleiro Thibaut Courtois debochou do chamado "fator Balogun", alfinetou a Fifa e minimizou a qualidade dos norte-americanos. "Não necessariamente (o acontecido serviu de motivação). Eu só rio disso. Entendo que eles querem promover os Estados Unidos.
Hoje me senti mais confiante do que contra o Senegal, porque eles tinham um time melhor", disse à imprensa. Outro jogador belga que tratou sobre o caso foi o capitão Youri Tielemans. Ao contrário de Courtois, o meio-campista acredita que a situação serviu como motivação extra para a equipe.
"O fato de Balogun ter sido escalado como titular adicionou ainda mais motivação. Queríamos muito mostrar em campo que isso é o mais importante. Mas algo assim não está em nossas mãos. Só queríamos jogar futebol", afirmou Tielemans.
Nas redes sociais, o perfil oficial da Federação Belga de Futebol também provocou os norte-americanos. A entidade publicou uma foto de Romelu Lukaku comemorando o quarto gol da equipe com a legenda: "Derrubem isso." Comandante dos Estados Unidos, o técnico argentino Mauricio Pochettino desconversou sobre o caso.
"A Fifa e todas as pessoas envolvidas explicaram, e essas são as regras. Foi uma explicação clara, então não tenho nenhum comentário sobre isso", afirmou. Em outro momento, disse que uma "energia negativa" tomou conta da situação, mas preferia não "misturar política e esporte", falou em entrevista à CazéTV.
Outro que foi questionado sobre a situação foi o craque do time, o camisa 10 Christian Pulisic, que também evitou polemizar. "Não (tenho nada para falar), para ser honesto", respondeu à emissora brasileira. Agora, a seleção da Bélgica enfrenta a Espanha na próxima sexta-feira, às 16h (de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood (EUA), pelas quartas de final da Copa do Mundo.
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